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Bispo de Setúbal apresenta filme no ciclo de cinema "Revelar-Te"

Imagem Fotograma de "Andrei Rublev" (Andrei Tarkovsky) | D.R.

Bispo de Setúbal apresenta filme no ciclo de cinema "Revelar-Te"

O novo bispo de Setúbal, D. José Ornelas, vai apresentar um dos filmes da 6.ª edição do "Revelar-Te", Ciclo de Cinema de Almada, que decorre entre 9 e 13 de dezembro.

«Resistir: mais do que começar. Desenvolver a identidade: discernir o elemento cristão na cultura, sem dispersão no que é adjetivo. Obviamente católicos, sim, na amplitude do olhar!»: são estes alguns dos elementos que enquadram a identidade do projeto, que nas edições anteriores se apresentava como "Ciclo de Cinema Católico".

O programa deste ano, «querido da misericórdia pelo Papa Francisco», confere «particular atenção à vida como martírio», refere a página do "Facebook" da iniciativa, com entrada gratuita, que decorre no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, sempre às 21h15.

Na próxima quarta-feira, dia de estreia, é exibido "Um homem para a eternidade", do realizador Fred Zinnemann, «filme biografia de Thomas Moore, chanceler de Inglaterra ao tempo de Henrique VIII».

Vencedor de sete Óscares (1966), «clássico» da Sétima Arte, faz parte da listagem de 43 filmes recomendados pelo Vaticano, aquando dos festejos dos 100 anos do cinema», destaca a sinopse da película, que será apresentada pelo P. Pedro Quintela, ligado à organização do ciclo de cinema, que na ocasião também comentará o programa deste ano.

Um «filme enigmaticamente ausente dos circuitos cinéfilos», «talvez a grande revisitação» desta edição, "Os olhos da Ásia", de João Mário Grilo (1996), é a proposta para dia 10, com apresentação do historiador António Júlio Trigueiros, padre jesuíta.

Realizado em 2013 por Zaza Urushadze, "Tangerinas", em cartaz a 11 de dezembro, situa-se Abcásia, Cáucaso, em 1992, durante a «luta pela "independência" com a Geórgia», quando uma aldeia é abandonada pelos habitantes, à exceção de dois, em lados opostos da guerra. Nomeada para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, a obra é apresentada por Lívia Franco, especialista em politica do Próximo Oriente.

No dia 12, pelas 18h30, é apresentado o livro "O mistério dos Santos Inocentes" (1912) de Charles Pèguy, por António Araújo, Manuel Maria Barreiros, Henrique Mota e P. Pedro Quintela, e textos ditos por Adélia Nogueira Ramos e Sara Ideias.

Na mesma data, à noite, D. José Ornelas apresenta "Timbuktu", de Abderrahmane Sissako, obra de 2014 que enfrenta o tema do terrorismo e do extremismo islâmico. O filme foi «injustamente secundarizado no Festival de Cannes, depois nomeado para os Óscares» e «finalmente premiado com 7 "Césares" da TV francesa», em fevereiro.

«O génio de Tarkovsky (1932-86) a filmar o génio de Rublev (1370? — 1430)», «nomes obrigatórios e incontornáveis na história das belas artes nascidas nas estepes russas», é a proposta que encerra o ciclo, oferecendo aos espectadores «um clássico do cinema» realizado em 1966 e «apresentado em Cannes fora de concurso em 1969 (tais foram as dificuldades políticas entretanto surgidas)».

"Andrei Rublev", também incluído na listagem do Vaticano com os 43 filmes «obrigatórios» na história do cinema, era, diz-se, a obra preferida por Sophia de Mello Breyner. A apresentação será feita por Jorge Almeida, professor de Filosofia e terapeuta.

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 04.12.2015 | Atualizado em 09.12.2015

 

 

 
Imagem Póster | D.R.
O génio de Tarkovsky (1932-86) a filmar o génio de Rublev (1370? — 1430)», «nomes obrigatórios e incontornáveis na história das belas artes nascidas nas estepes russas», é a proposta que encerra o ciclo
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