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Católicos pedem à sociedade para dizer o que espera da Igreja

Imagem Sé de Lisboa | D.R.

Católicos pedem à sociedade para dizer o que espera da Igreja

Mais de duas dezenas de movimentos, comunidades e organizações do patriarcado de Lisboa estão envolvidos na plataforma “Escutar a cidade”, que se propõe pedir a crentes e não crentes para exprimirem «as suas inquietações» e apontarem o que esperam da Igreja.

A iniciativa, nascida no quadro do sínodo que a diocese está a realizar até 2016, embora não esteja integrada na sua estrutura oficial, visa que os católicos «tenham presente os desafios apresentados e se sintam motivados a ir ao seu encontro, formulando respostas para tais reptos», referem os promotores.

“Escutar a Cidade – Um contributo para o sínodo da diocese de Lisboa” assume-se como um convite a que os católicos «se deixem interrogar por pessoas que, vivendo no mesmo tecido social, mas não partilhando a condição de pertença eclesial, enunciem uma reflexão pertinente sobre aspetos decisivos da sociedade, da economia, da cultura e dos modos de vida que marcam o território da diocese», explica a carta de intenções.

Os organizadores estão convictos de que «cabe aos cristãos sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias», porque «sair do templo e perder-se na cidade, não é, para os crentes, uma moda ou uma opção», mas «o modo próprio de viver a sua fé, no acolhimento, no conhecimento e no serviço a quantas e quantos habitam a cidade, numa dinâmica de cidadania partilhada e escuta recíproca».

O movimento, aberto «à participação de todos», desenvolve-se durante o primeiro semestre de 2015, com sessões mensais em que são convidadas três a quatro personalidades que apresentam as suas perspetivas sobre temas como território, quotidiano e modos de vida, política, participação e democracia, pobreza, emprego e crise financeira, linguagens, espiritualidades, sexualidades e convicções.

As sínteses de cada encontro, com entrada livre, vão ser entregues ao secretariado do sínodo, podendo constituir «pontos de partida para reflexões posteriores de grupos e comunidades que assim o pretendam».

A primeira sessão, marcada para 15 de janeiro, conta com as intervenções de António Guerreiro, doutorado com tese sobre Walter Benjamin e crítico literário do jornal “Público”, Maria Benedicta Monteiro, professora catedrática que se tem dedicado a questões interétnicas e comportamentos racistas subconscientes, e José Machado Pais, sociólogo e investigador principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Os encontros, que decorrem das 19h00 às 21h00 no Fórum Lisboa (antigo Cinema Roma), prosseguem a 12 de fevereiro, com o tema “Política, participação e democracia”, e 5 de março (“Escutar a cidade: Dinâmicas sociais no território da diocese”).

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 19.01.2015

 

 

 
Imagem Sé de Lisboa | D.R.
«Cabe aos cristãos sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias», porque «sair do templo e perder-se na cidade, não é, para os crentes, uma moda ou uma opção», mas «o modo próprio de viver a sua fé, no acolhimento, no conhecimento e no serviço
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