

A Irmandade dos Clérigos apresenta este domingo, na igreja homónima, no Porto, o concerto de órgão n.º 500, prometendo que «continuará a caminho» do milésimo, «pela Cultura, pela Cidade, pela Diocese e por todas as pessoas que visitam o ícone do Porto».
A instituição sublinha que esta «oferta cultural» na Cidade Invicta, oferecendo ao meio-dia concertos «gratuitos, diários, sem interrupções, sempre no mesmo horário e muitas vezes com os dois órgãos em simultâneo», é «inovadora em Portugal».
Os organistas João Vaz (Mosteiro de S. Vicente de Fora, Lisboa) e Rui Soares (Clérigos) interpretarão peças de Aurelio Bonelli (c.1569-1620), António Carreira (c.1532-1592/94), Antonio Soler (1729-1783), Juan Cabaniilles (1644-1712) e Marcos Portugal (c. 1762-1830), entre outros compositores.
Os dois órgãos ibéricos dos Clérigos «funcionam em perfeito funcionamento desde 1779. Com decoração Barroca, que impera em todo o edificado, é associado à iconografia de Maria. A caixa do órgão do lado da epistola é encimado por uma lua, a do lado do evangelho, por um sol. A unificação destes dois elementos expressa as ideias de absoluto e totalidade».
No âmbito do Dia Internacional dos Museus, a 18 de maio, a Irmandade propõe visitas guiadas gratuitas ao conjunto, projetado por Nicolau Nasoni e concluído na primeira metade do séc. XVIII, às 10h, 11h, 15h e 16h, que se repetem a 21 do mesmo mês, Noite Europeia dos Museus, às 21h e 22h.
Desde janeiro até dezembro estão também a decorrer, na última quinta-feira do mês, as "Conversas nos Clérigos à volta do restauro", tendo por base a recente intervenção no monumento nacional, cujas obras foram concluídas em dezembro de 2014.
As sessões agendadas para as 18h30, igualmente gratuitas, consistem numa «conversa informal sobre os trabalhos realizados em peças específicas e onde se procura desvendar pormenores técnicos e materiais das peças».
Rui Jorge Martins