

O sacramento da Reconciliação, «mais do que um juízo, é um encontro», frisou hoje o papa Francisco na missa a que presidiu no Vaticano, em que alertou os padres para não fazerem da confissão e do perdão de Deus «uma formalidade» ou um processo «mecânico».
«O encontro com o Senhor que reconcilia, abraça-te e faz festa. É este é o nosso Deus, tão bom», afirmou Francisco, acrescentando que «confessar-se não é ir à lavandaria para tirar uma nódoa», mas ir «ao encontro do Pai» que perdoa.
O papa vincou a necessidade de ensinar às crianças e aos jovens o sentido da confissão e sugeriu um exame de consciência aos sacerdotes: «Estou disposto a perdoar tudo?», «a esquecer os pecados daquela pessoa?».
Francisco acentuou que Deus «não cessa de perdoar» e recordou a passagem bíblica em que Pedro pergunta a Jesus sobre a medida do perdão, questionando-o sobre se sete vezes seriam suficientes.
«Não sete vezes, mas setenta vezes sete. Isto é, sempre. Assim perdoa Deus: sempre. Se tu tiveste uma vida de muitos pecados, de muitas coisas más, mas no fim, arrependido, pedes perdão, Ele perdoa-te logo», acrescentou.
Francisco colocou-se na posição de quem teme ir celebrar o sacramento da Reconciliação por causa do seu passado: «“Padre, não vou confessar-me porque fiz muitas coisas más, de que não terei perdão”».
«Não, não é verdade. Deus perdoa tudo. Se tu fores arrependido, perdoa tudo. Muitas vezes Ele não te deixa falar. Começas a pedir perdão e Ele faz-te sentir aquela alegria do perdão antes que tu acabes de dizer tudo», apontou o papa.
Alessandro De Carolis / Rádio Vaticano