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Editorial Cáritas lança "Moralidade pessoal na História"

A Editorial Cáritas lança em abril o livro "Moralidade pessoal na História", centrado na relação entre «responsabilidade moral pessoal e responsabilidade social», no âmbito dos «problemas de justiça, no seio dos Estados individuais e no plano internacional» que têm «graves consequências na vida de muitíssimas pessoas».

Na primeira parte do volume assinado pelo padre Sergio Bastianel, professor catedrático de Teologia Moral da Pontifícia Faculdade de Teologia da Itália Meridional (Nápoles), «pondera-se como a realidade da vida social é para os crentes lugar e tarefa de humanidade a construir na história».

O segundo capítulo, "Moralidade e vida social", recorda que «os resultados das decisões políticas e económicas afetam a vida das pessoas», salientando ao mesmo tempo que «não se partilha a vida sem se repartir o uso dos meios necessários para viver».

«O tema da diferença abissal nas condições de vida entre região e região e no seio das várias regiões do mundo» é analisado na terceira secção do estudo assinado pelo sacerdote jesuíta.

«A instância ética é cultivada nas suas fundamentais referências de sentido, pela grave corresponsabilidade que o problema comporta, ao ser tema de reconhecimento público, mas na prática relegado para um nível de não importância e de não urgência, mediante as escolhas de prioridades que continuam a fazer-se e que persistem em agravar a própria situação de injustiça objetiva. A fome continua a ser um desafio para a nossa humanidade, o desenvolvimento não parece estar, de facto, animado e guiado pela justiça», lê-se na introdução.

Em "História de mal, história de bem", o professor emérito da Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma) onde foi diretor da Faculdade de Teologia e, depois, vice-reitor, alerta que «um certo modo de entender a justiça, perante quem age de forma injusta, pode estar marcado por uma mentalidade que redobra a força do mal».

«Examinamos a dinâmica de eficácia do pecado e o seu peso em determinar as estruturas da vida social, a necessidade de reagir ao mal sem aceitar a sua própria lógica e os seus critérios de eficácia», convida o autor.

Na quinta e última parte, "Moralidade e estruturação das relações", vinca-se que «as estruturas da vida social, mesmo quando institucionalizadas, nunca são de todo fixas e não atuam de modo automático».

O especialista pondera «a responsabilidade pessoal no seio de uma comunidade crente, nas relações da vida familiar, nas relações de autoridade e obediência, na visibilidade das relações entre os fiéis que exercem as diferentes funções que na Igreja lhes foram confiadas».

«O mais profundamente pessoal em nós é o que forma e estrutura as nossas relações. Com estas se tece a nossa história, que se tornará mais humana, se mais livres e responsáveis forem as nossas consciências», assinala o parágrafo final da introdução.

 

Índice

PRIMEIRA PARTE

Como crentes na vida social
I. A terra e o homem

I.1 Moralidade, socialidade, política
I.1.1. Uma experiência intersubjetivo
I.1.2 Vida política
I.1.3 Que figura de consciência?
I.1.4 Que imagem de Deus?

I.2 Comunhão com Deus e comunhão inter-humana

I.2.1 Habitar a ‘terra’: dádiva e demanda
I.2.2 A ‘terra’ perdida
I.2.3 O reino de Deus nesta terra

II.A responsabilidade pelo outro

II.1 Génesis 2, 4b-3, 24: o pecado entra no mundo
II.2 O dom da fraternidade
II.3 O risco da fraternidade (o seu fracasso)
II.4 Da pretensa fraternidade à fraternidade criada

III. A ética das bem-aventuranças

III.1 Jesus e a mentalidade corrente
III.2 A experiência dos discípulos
III.3 A aliança nova em Jesus
III.4 “Bem-aventurados, vós”
III.5 Privilégio do fraco
III.6 Uma cultura ética

IV. A doutrina social da Igreja como teologia moral

IV.1 Teologia moral e competências científicas
IV.1.1 Teologia moral
IV.1.2 Autonomia dos diversos âmbitos
IV.1.3. Correlação interpretativa

IV.2. Contributo da fé cristã
IV.2.1 O dom da aliança
IV.2.2 As instituições: a monarquia em Israel
IV.2.3 A escravatura na Carta a Filémon

IV.3 Teologia e moral social
IV.3.1 Um exemplo: a solidariedade
IV.3.2 Uma ajuda no hoje da história

 

SEGUNDA PARTE

Moralidade e vida social

I. A relação entre caridade e política

I.1 Caridade cristã

I.2 O bem comum
I.2.1 Vida política
I.2.2 Pluralismo
I.2.3 A comunhão (o bem comum) como fim

I.3 O diálogo como virtude cristã
I.3.1 Equívocos
I.3.2 Relação dialógica
I.3.3 Tentações

I.4 Testemunho da caridade
1.4.1 Serviço e gratuidade
I.4.2 As obras de caridade
I.4.3 Comunidade cristã e comunidade política

 

II. Valores humanos, valores morais e estruturas económicas 

II.1 Uma ética para a economia?
II.1.1 Economia e moral
II.1.2 Problema pessoal e cultural

II.2 Moralidade pessoal
II.2.1 Valores humanos
II.2.2. Moralidade
II.2.3 Interpretação cristã

II.3 Moral e vida social estruturada
II.3.1 Moralidade e socialidade
II.3.2 O bem comum
II.3.3 Moralidade e estruturas
II.3.4 A solidariedade

II.4 Moral e atividade económica
II.4.1 Complexidade dos problemas
II.4.2 A posse e o uso dos bens da terra
II.4.2.1 O destino comum dos bens
II.4.2.2 O acesso aos bens
II.4.3 Lucro e moral
II.4.4 Regras da economia e moral

 

TERCEIRA PARTE

Moralidade e desenvolvimento

I. A fome, um desafio ao desenvolvimento solidário

I.1 Diante do esfomeado
I.1.1 Deves dar-lhe de comer, se puderes
I.1.2. Hierarquia e urgência dos valores
I.1.3 Juízos e pré-juízos
I.1.4 Responsabilidade social
I.1.5 Questão dos fundamentos e da formação moral

I.2 Em face da fome no mundo
I.2.1 Os bens da terra
I.2.2. A destinação comum dos bens

I.3 Responsabilidade dos cristãos e da Igreja
I.3.1 Interpretar na fé a história
I.3.2 Viver a eucaristia: do pão pretendido ao pão partilhado
I.3.3 Participar nos esforços presentes
I.3.4 Formação das consciências

II. Para uma ética do desenvolvimento

II.1 Desenvolvimento
II.2 Desenvolvimento do Sul
II.3. Problemas éticos na relação entre Norte e Sul
II.4 Possibilidades de desenvolvimento e responsabilidade ética
II.4.1 Complexidade dos problemas
II.4.2 Pessoa e sociedade
II.4.3 Moralidade pessoal, costume moral, estruturas
II.5 Um problema de formação
II.5.1 Valores humanos e valor moral
II.5.2 Contributo da fé cristã
II.5.3 Normas, códigos e moralidade

 

QUARTA PARTE

História de mal, história de bem

I. O mal moral

I.1 O mal como problema é ético e teológico
I.2. O mal que vem do homem: Génesis 2.3
I.3 O mal numa história de relações: 2 Sam 11-12
I.3.1 O pecado de David
I.3.2 A conversão de David

I.4 A humanidade de Jesus numa história de pecado
I.4.1 A via da encarnação
I.4.2 A morte do justo

I.5. Uma história de bem

II. Estruturas de pecado

II.1. Força do mal e tentação de iludir a sua responsabilidade
II.2 Pecado e relacionalidade
II. 3 Pecado e estruturação do conviver humano
II.4. Estruturas de pecado
II.5 Conversão das pessoas, conversão das estruturas

III. Pena, moralidade, bem comum

III.1 Moralidade pessoal. Ser honesto
III.2 Relações simples e relações complexas, estruturadas
III.3 Bem comum e finalidade do viver social
III.4 Os comportamentos julgados pelo código penal
III.5 O lesado
III.6 O culpado
III.7 Sociedade, pena, bem comum
III.8 Conclusão

IV. A reação ao mal

IV.1 Um tipo de relações
IV.2 Que justiça?
IV.3 Interpretação cristã do humano: a recordação de Jesus
IV.4 Culturas éticas e tradições de fé entre possibilidades e limites
IV.5 Tradição de fé e consciência
IV.6 Responder ao mal com o bem: que eficácia?
IV.7 Rumo à verdade e ao bem

 

QUINTA PARTE

Moralidade e estruturação das relações

I. Consciência: autonomia e comunidade

I.1. Consciência moral pessoal
I.2. A formação da consciência moral pessoal
I.3 Perante a eficácia histórica do mal moral
I.4. Papel e tarefa da comunidade cristã

II. Liberdade e responsabilidade na vida familiar

II.1 Estrutura familiar e diversidades socioculturais
II.2 Papel mediador em relação à convivência civil
II.3 Papel mediador relativamente à comunidade eclesial
II.4 Vantagens e dificuldades no encontro de gerações

III. Autoridade e obediência

III.1 A autoridade como realidade social
III.2 A autoridade como sentido
III.3 A obediência à autoridade humana
III.4 Fundamento da autoridade e da obediência
III.5 Autoridade e obediência na Igreja
III.6 Livre e responsável comunhão-edificação
III.7 Tentações

IV. Liberdade e responsabilidade na comunidade eclesial

IV.1 Unidade e crescimento na Igreja 
IV.2 Cristo, fundamento e esperança
IV.3 A unidade-comunhão como critério para discernir carismas e tarefas, porque critério que sabe discernir o bem
IV. Vida e eclesial como vida social de uma comunidade crente

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 11.04.13

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Capa

Moralidade pessoal
na História - Temas
de Ética Social

Autor
Sergio Bastianel

Editora
Cáritas

Ano
2013

Páginas
+ 300

Preço
17,00

 

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