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Em memória de Fr. Joaquim Carreira das Neves (1934-2017): «Quem foi Jesus - Quem é Jesus?»

Em memória de Fr. Joaquim Carreira das Neves (1934-2017): «Quem foi Jesus - Quem é Jesus?»

Imagem Fr. Joaquim Carreira das Neves | D.R.

Padre e teólogo franciscano, Joaquim Carreira das Neves nasceu em Caranguejeira, Leiria, em 1934. Depois da instrução primária, e querendo seguir o exemplo de vida de um tio, missionário em África, entrou para o seminário em Montariol, Braga. Fez noviciado em Varatojo, Torres Vedras, frequentou Filosofia, em Leiria, e concluiu os estudos de Teologia em Lisboa, onde foi ordenado padre em 1958.

Posteriormente, frequentou o Antonianum e o Instituto Bíblico, ambos em Roma, e o Instituto Bíblico da Flagelação, em Jerusalém. Integrou a Academia das Ciências e em 2005 tornou-se professor jubilado da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

Presença assídua em programas televisivos da Igreja e de canais generalistas e noticiosos para comentar e explicar temas bíblicos, especialidade em que se tornou uma das personalidades mais reconhecidas em Portugal, tornou-se ainda mais conhecido do grande público no debate que protagonizou em 2009 na SIC Notícias com José Saramago, prémio Nobel da Literatura.

Questionado sobre qual o livro bíblico que escolheria, Carreira das Neves optou por Job: «Trata-se de um conto acerca dum personagem que nem é judeu. Pertence a uma tradição sapiencial universal e coloca um tema capital: o sofrimento humano donde vem e porquê?», escreveu em 2008 para o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Joaquim Carreira das Neves morreu hoje em Lisboa, aos 83 anos de idade, informou a Província Portuguesa da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos) à agência Ecclesia. Para o evocar, selecionámos um trecho de um dos seus livros.



Lucas escreve o seu Evangelho e dedica-o a um grande amigo, a quem chama «caríssimo Teófilo», com este propósito: «A fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído» (Lc 1,4). Neste «caríssimo Teófilo», com dúvidas e interrogações sobre Cristo e a doutrina cristã, revemo-nos todos



Quem foi Jesus - Quem é Jesus?
Joaquim Carreira das Neves
In "O coração da Igreja tem de bater", ed. Paulinas

Nunca se escreveu tanto sobre Jesus como nestes últimos cinquenta anos. O Jesus das Igrejas, da liturgia e das Faculdades de Teologia tornou-se no Jesus de romancistas, arqueólogos, cinéfilos, historiadores e jornalistas crentes e não crentes. Jesus saiu à rua e a rua tomou conta dele. E tudo quanto se escreva sobre Jesus, na linha ortodoxa ou, sobretudo, esotérica, tem venda e é bom negócio. As livrarias estão cheias de livros sobre o Jesus, como guru, espírita, milagreiro por obra e graça de forças paranormais, revolucionário «marxista», profeta escatológico falhado, homem casado ora com Maria Madalena ora com Marta, irmã de Lázaro, pai de uma filha chamada Sara e, ultimamente, de um filho chamado Judas. Que dizer a tudo isto? Quem tem razão, o Jesus de católicos, ortodoxos e protestantes, ou o Jesus dos romances (José Saramago, Dan Brown), "New Age", etc.? Quem foi e quem é Jesus? Podemos saber alguma coisa, à luz da história, do Jesus "real"?

Como sabemos, as únicas fontes do Jesus «real» e «histórico» são os quatro Evangelhos canónicos: Marcos, Mateus, Lucas e João, escritos entre os anos 70-90. Todos os demais Evangelhos «apócrifos», gnósticos e não gnósticos, são escritos posteriores, a começar por meados do século II d.C. Os autores clássicos não cristãos, Suetónio, Tácito, Plínio "o Jovem" e Flávio Josefo falam de Jesus não tanto por causa da sua existência, vida e obra, mas da existência dos cristãos, entretanto espalhados pelo Império Romano. Ultimamente, muito se tem falado do «túmulo de Jesus e respetiva família», mas, uma vez mais, tudo não passa de uma falsidade, segundo os próprios arqueólogos israelitas.



Uma vez que não se trata de um homem simplesmente histórico, mas, também, de alguém em quem se acredita como Messias, Filho Único de Deus, Senhor e Salvador, os Evangelhos narram história e fé. Jesus é grande demais para ser interpretado de maneira unívoca



Pelos Evangelhos, segundo um estudo sério, histórico, literário e contextual, podemos e devemos tirar algumas conclusões sobre a pessoa real de Jesus: quem foi e o que fez. Sem dúvida que a finalidade primária dos Evangelhos não é apresentar a pessoa de Jesus como estudo histórico, isto é, como biografia científica, com os critérios científicos da historiografia moderna. A finalidade primária é "ser Evangelho", isto é, "Boa-Nova" para crentes e não crentes. Segundo a intenção dos evangelistas, Jesus apareceu em Israel com um plano de Deus para a humanidade. Viveu, pregou, morreu por causa desse plano. Simplesmente, os Evangelhos e respetivos autores têm uma intenção de história e de fé. Foram escritos para que os leitores acreditem em Jesus como acreditavam os evangelistas e respetivas comunidades cristãs de que faziam parte. Marcos, pelos anos 70, escreve na primeira linha do seu Evangelho: «Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.» O que o autor-narrador deseja com este seu «livrinho» (rolo? códice?) é que o leitor acredite que o «seu» Jesus, aqui relatado como «boa-nova», seja aceite como "Cristo (Ungido, Messias) e Filho de Deus". Assim acaba por acreditar Simão Pedro (Mc 8,29) e o centurião romano que, perante a morte daquele Justo, exclama: «Verdadeiramente este homem era Filho de Deus!» (15,39).

Lucas escreve o seu Evangelho e dedica-o a um grande amigo, a quem chama «caríssimo Teófilo», com este propósito: «A fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído» (Lc 1,4). Neste «caríssimo Teófilo», com dúvidas e interrogações sobre Cristo e a doutrina cristã, revemo-nos todos, como que em espelho revelador, ao lermos a narrativa deste Evangelho.

Mateus começa o seu Evangelho com a enumeração da genealogia de Jesus repartida em três grandes espaços históricos: «Catorze gerações desde Abraão até David, catorze gerações desde David até ao exílio da Babilónia, e catorze gerações desde o exílio da Babilónia até Cristo» (1,17). Com esta apresentação genealógica, Jesus, o Cristo, deve ser acreditado pelos seus leitores judeo-cristãos como o recetor final da promessa de Deus a Abraão e como o novo Moisés e os seus discípulos, como o novo Israel.



Outro tanto se diga do «escândalo» de Jesus em relação à sua família de sangue. Na versão de Mc 3,21, os familiares de Jesus, ao ouvirem dizer que Ele, em Cafarnaúm, pregava uma doutrina estranha, operava milagres estranhos e era seguido por gente estranha, resolveram ir à cidade e trazê-lo para casa, pois diziam: «Está fora de si!» (está louco!). Nenhum evangelista ia inventar esta história.



Finalmente, o Evangelho de João abre com o pórtico soberbo do hino ao "Logos"-Verbo-Palavra, preexistente desde toda a eternidade, «que estava em Deus e era Deus» (1,1), «feito carne» (1,14), «Unigénito do Pai» (1,14), totalmente outro em relação a Moisés e sua Lei (1,17: «É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo»).

Em conclusão, os quatro Evangelhos canónicos foram escritos não "em direto" mas em "diferido", isto é, a partir da fé das Igrejas que lhes subjazem. Estamos diante de livros cheios de história e fé, razão porque são tão iguais e tão diferentes. Uma vez que não se trata de um homem simplesmente histórico, mas, também, de alguém em quem se acredita como Messias, Filho Único de Deus, Senhor e Salvador, os Evangelhos narram história e fé. Jesus é grande demais para ser interpretado de maneira unívoca.

Quem foi, então, o verdadeiro Jesus da história? Podemos afirmar o seguinte:

1. Jesus nasceu cerca do ano 4 a.C.

2. Viveu a sua vida de infância e juventude, mais ou menos até aos seus vinte e sete anos, em Nazaré, e nada conhecemos dessa história.

3. Foi discípulo de João Batista (aspeto muito acentuado no Evangelho de João) e batizado pelo mesmo. Depois da prisão do Batista, começou a pregar na Galileia e arredores a vinda do Reino de Deus.

4. Foi um reformador do farisaísmo, um taumaturgo e um pregador, que se distinguia da pregação judaica de fariseus, saduceus, essénios, zelotas e batistas.



Como é que sabemos que Jesus fazia milagres? Simplesmente, porque são os próprios «inimigos» de Jesus, «os doutores da Lei», fariseus e saduceus, a acreditarem



5. Desencadeou um movimento popular político-religioso de alguma importância, a ponto de levantar interrogações e suspeitas religiosas ao Sinédrio de Jerusalém.

6. Entre os muitos discípulos e discípulas que aderiram à sua pregação, escolheu um grupo de doze homens para o seguirem. A estes doze confiou algumas missões e procurou prepará-los para continuarem a sua obra. Estes doze, depois da sua morte, redescobriram-se como sinal do novo Israel, assumindo-se como a personalização das doze tribos.

7. Por volta dos trinta anos faz uma viagem a Jerusalém para celebrar a Páscoa judaica, desencadeia problemas religiosos e políticos com a sua ação «profética» no templo, celebra um banquete de despedida com os seus discípulos, é julgado pelo Sinédrio como blasfemo e, como tal, digno de morte, condenado pelo governador romano da Judeia, Pôncio Pilatos, a ser morto por crucificação.

8. Depois da sua morte, e depois de um breve tempo de abandono, desânimo e fuga, os seus seguidores mais chegados, algumas mulheres e os doze discípulos, confessam que o viram ressuscitado e continuam o movimento de pregação por ele iniciado.

Na chamada vida pública de Jesus podemos apresentar alguns momentos verdadeiramente históricos e substanciais em que a família, a geografia, os espaços humanos e sociais nos fornecem dados históricos importantes e definitivos.



Sem dúvida que a pregação do Reino concitava muitas ideias políticas, que Jesus desejava excluir: reino messiânico de sabor davídico, ou de sabor meramente apocalíptico, ou de sabor zelota. Nada como falar em parábolas abertas a muitas interpretações



O primeiro momento consiste no corte com a família de sangue: Jesus abandona a casa paterna-materna, familiares e amigos conterrâneos de Nazaré, dirige-se ao Jordão, é batizado e regressa à Galileia a pregar a sua missão. O batismo de Jesus por João Batista escandalizou os próprios seguidores cristãos porque Jesus era acreditado como alguém sem pecados e o batismo do Batista tinha como finalidade o «perdão dos pecados» (Mc 1,4 e par.). Este «escândalo» faz com que, na versão do evangelista Lucas, Jesus seja batizado juntamente com todo o povo, mas sem João Batista, uma vez que este já tinha sido preso (Lc 3,19-22). O mesmo acontece com a interpretação cristã do batismo, no quarto Evangelho (1,31-34). Pois bem, se as narrativas do batismo escandalizaram os cristãos, então, estamos perante a prova histórica do batismo por João Batista. Outro tanto se diga do «escândalo» de Jesus em relação à sua família de sangue. Na versão de Mc 3,21, os familiares de Jesus, ao ouvirem dizer que Ele, em Cafarnaúm, pregava uma doutrina estranha, operava milagres estranhos e era seguido por gente estranha, resolveram ir à cidade e trazê-lo para casa, pois diziam: «Está fora de si!» (está louco!). Nenhum evangelista ia inventar esta história. É, portanto, histórica a pregação de Jesus, não contra a sua família de sangue, mas a favor de uma outra família, a da fé (Mc 1,33-34 e par.). Este «escândalo» fez, mais tarde, com que muitos textos evangélicos desta cena de Marcos fossem alterados. Em vez de apresentarem os familiares de Jesus a julgarem Jesus «louco», apresentam «os escribas e outros...». Trata-se dos textos da recensão "K" (texto bizantino ou antioqueno, que prevaleceu no Império Bizantino grego até ao século XVIII, razão porque a sigla é "K", isto é, "koinê," que, no grego, significa texto "comum").

O segundo momento tem em consideração a doutrina de Jesus sobre o Reino de Deus, através dos seus milagres. E como é que sabemos que Jesus fazia milagres? Simplesmente, porque são os próprios «inimigos» de Jesus, «os doutores da Lei», fariseus e saduceus, a acreditarem, não porque Jesus tivesse o poder autónomo e divino de os realizar, mas porque era determinado pelas forças demoníacas de Belzebu, o príncipe dos demónios (Mc 3,22 e par: «Ele tem Belzebu; é pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios»). Esta acusação, vinda de onde vem, prova à saciedade que Jesus curava doentes físicos e psíquicos. Mas será que todos os milagres têm a mesma consistência "histórica"? Com certeza que não. Os chamados milagres sobre a natureza, como, por exemplo, a multiplicação dos pães ou Jesus a caminhar sobre as águas, são "sinais" do seu poder «divino», fruto da fé cristã em Jesus homem e Deus.



As parábolas de Jesus, na sua originalidade, são «abertas» e não «fechadas». Interrogam em vez de dar soluções, ao contrário do que acontece com a solução sobre a «pedra rejeitada» e o novo povo de Deus



Outro momento doutrinal consiste no seu ensino por parábolas. Nem no Antigo Testamento, nem na literatura grega e romana, se usava o género literário «parábola». Foi Jesus que o criou de maneira especial pelo seu aspeto apelativo de chamar à atenção as pessoas que o ouviam. Quem o ouvia perguntava-se «que significa esta história parabólica? » O que é que Ele quer dizer? Os próprios discípulos também andavam perplexos com este tipo de pregação. Sem dúvida que a pregação do Reino concitava muitas ideias políticas, que Jesus desejava excluir: reino messiânico de sabor davídico, ou de sabor meramente apocalíptico, ou de sabor zelota. Nada como falar em parábolas abertas a muitas interpretações.

Entre as inúmeras parábolas escolho a dos vinhateiros, por representar a novidade cristológica de Jesus como núcleo de toda a sua vida e identidade (Mc 12,1-12 e par.). Narra-se que um homem rico possuía uma grande vinha onde trabalhavam muitos operários (os vinhateiros). Por ocasião da colheita enviou um e outro servo para receber dos vinhateiros a parte que lhe era devida. Mas os vinhateiros maltrataram todos os servos do dono da vinha, de tal modo que, como narra o texto, «já só lhe restava um filho muito amado». «Enviou-o por último, pensando: “hão de respeitar o meu filho.” Mas aqueles vinhateiros disseram uns aos outros: “Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa.” Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha. Que fará o dono da vinha?» A parábola de Jesus devia terminar aqui. O que se segue é uma interpretação da Igreja primitiva, muitos anos depois da morte de Jesus. De facto, as parábolas de Jesus, na sua originalidade, são «abertas» e não «fechadas». Interrogam em vez de dar soluções, ao contrário do que acontece com a solução dos vv.10-12 sobre a «pedra rejeitada» e o novo povo de Deus. O importante, nesta parábola original, é a consciência que Jesus tem sobre a sua identidade como «Filho» de Deus, que será morto pelos vinhateiros (a vinha simbolizava o povo de Israel, os servos os profetas e os vinhateiros os seus responsáveis). Nesta parábola em ação aparecem todos os ingredientes sobre o drama de Jesus: enviado do Pai à sua vinha, depois de todos os profetas, e rejeitado pelos vinhateiros. De facto, os exegetas distinguem, como dizia, entre parábolas «abertas» (as do Jesus histórico) e «fechadas» (a parte das parábolas que dão o sentido final e que pertence à Igreja; ver o exemplo claro entre a parábola do banquete em Mt 22,1-14 e Lc 14,15-24. Em Lucas, não aparece a narrativa do rei a entrar no banquete, que vê o homem sem veste nupcial e o condena às «trevas exteriores». Este fechamento da parábola é uma aplicação moral da Igreja de Mateus à gratuidade da parábola).



Jesus conhecia bem a política religiosa de saduceus e Sinédrio em quererem ver-se livres do profeta da Galileia. Os discípulos avisam-no sobre o perigo que vai correr, mas Jesus não volta as costas à sua verdade e identidade. A partir deste tempo, deixa de pregar às multidões para se dedicar mais aos discípulos



Outro andamento, ao mesmo tempo geográfico e doutrinal, consiste na mudança estratégica de Jesus, quando decide ir a Jerusalém para festejar a Páscoa judaica, que o leva à morte. Jesus conhecia bem a política religiosa de saduceus e Sinédrio em quererem ver-se livres do profeta da Galileia. Os discípulos avisam-no sobre o perigo que vai correr, mas Jesus não volta as costas à sua verdade e identidade. A partir deste tempo, deixa de pregar às multidões para se dedicar mais aos discípulos. É o tempo da confissão messiânica de Pedro e dos três anúncios de Jesus sobre o seu destino final (Mc 8,27-33 e par.). Sem dúvida que a literalidade das narrativas já obedece à história do mistério pascal de morte e ressurreição, mas a mudança de estratégia é histórica, consciente e voluntária.

Finalmente, a narrativa da paixão e morte, muito igual nos quatro Evangelhos, nos seus diversos tempos e ritmos, só pode ser histórica. E para Jesus morrer como morreu, isto é, por ser blasfemo para a ortodoxia religiosa judaica de então, só se entende se realmente o Jesus da história se manifestou, por palavras e ações, blasfemo. De facto, a doutrina de Jesus como Filho, superior ao sábado e à Lei de Moisés, detentor do perdão dos pecados, senhor do Templo de Jerusalém, só pode corresponder à história porque, de contrário, nunca o Sinédrio o condenaria à morte. A gota final está na resposta de Jesus ao Sinédrio, quando lhe perguntam: «“És Tu o Messias, o Filho do Deus Bendito?” Jesus respondeu: “Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poder e vir sobre as nuvens do céu”. O Sumo Sacerdote rasgou, então, as suas vestes» (Mc 14,61-63) como resposta à blasfémia e entregou Jesus à morte.

Em conclusão, a história de Jesus dos Evangelhos não é uma saga, uma lenda, um mito, uma invenção. A sua morte aconteceu por causa da sua vida. Embora, tantas vezes, a história apareça colada à fé, a fé depende da história de Alguém que se manifestou a pregar o Reino de Deus de tal forma e maneira que só se entende se esse Alguém – Jesus – tivesse a consciência de ser o Filho Único de Deus, o Deus-connosco.



 

SNPC
Fonte: Agência Ecclesia
Publicado em 02.05.2017

 

 
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