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2.º Encontro Nacional de Leigos debate «cultura do encontro» para «recolocar o Homem no centro da sociedade»

Imagem Cartaz (det.) | D.R.

2.º Encontro Nacional de Leigos debate «cultura do encontro» para «recolocar o Homem no centro da sociedade»

Mais de três dezenas de personalidades de vários setores da sociedade portuguesa, da cultura à política, passando pela psicologia, ciência, economia, direito, bioética e teologia, integram a lista de intervenientes no 2.º Encontro Nacional de Leigos, que decorre a 24 de Janeiro, no Porto.

“Cultura do Encontro – Recolocar o Homem no centro da sociedade, do pensamento e da vida” é o tema da iniciativa organizada pela Conferência Nacional de Apostolado dos Leigos.

«Quando o Homem perde a sua humanidade, o que nos espera? (…) uma política, uma sociologia, uma atitude «do descartável»: descarta-se o que não serve, porque o Homem não está no centro. (…) Portanto, a ideia é salvar o Homem, no sentido que volte para o centro: da sociedade, dos pensamentos, da reflexão. (…) É o rei do Universo! E esta não é teologia, não é filosofia — é a realidade humana»: esta declaração do papa Francisco fundamenta o tema do encontro.

As sessões, que decorrem no Centro de Congressos da Alfândega, começam com às 10h00 com a conferência “Recolocar o Homem no Centro – Desafio Antropológico", proferida por Fabrice Hadjadj, filósofo, dramaturgo e membro do Conselho Pontifício para os Leigos, que conversará com a jornalista Paula Moura Pinheiro.

De ascendência judia, de nome árabe e de confissão cristã. Hadjadj nasceu em 1971 numa família judaica. Foi ateu e anarquista na sua adolescência e juventude, tendo-se convertido se ao catolicismo em Paris e batizado na abadia de São Pedro de Solesmes.

A partir do meio-dia iniciam-se três ateliês, em simultâneo: o primeiro, intitulado “Na Vida e na Ecologia Humana e do Planeta”, conta com Walter Osswald (médico, professor universitário aposentado), Bento Amaral (enólogo, campeão paralímpico), José Souto Moura (juiz conselheiro no Supremo Tribunal de Justiça) e Joana Araújo (investigadora, vice-presidente do Instituto de Bioética do Porto), com moderação de Isabel Pessanha Vilaça Carneiro (bancária, presidente do Vida Norte).

“Na Família Humana” é o tema do “ateliê 2”, com Joaquim Azevedo (professor universitário, coordenador da Comissão para uma Política de Natalidade), Teresa Ribeiro (psicóloga, terapeuta familiar, professora universitária), Pedro e Margarida Appleton (arquitetos) e Alexandre e Joana Trindade (engenheiro físico, educadora de infância), e a moderação de Pedro Vaz Patto (juiz desembargador e presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz.

A ação dos cristãos “Na Comunidade Política” reúne Raquel Vaz Pinto (professora universitária, presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política), Pedro Mexia (escritor, poeta, cronista, crítico literário) e Paulo Melo (professor), com a moderação confiada a Filipe Anacoreta Correia (advogado, vogal do conselho diretivo do IDL - Instituto Amaro da Costa).

A partir das 15h00 sucede-se novo conjunto de três ateliês: o n.º 4, “No Desenvolvimento Económico e Social”, apresenta as perspetivas de Maria José Melo Antunes (MBA em Finanças) Américo Mendes (professor universitário, investigador e consultor) e José Maria d’Orey Soares Franco (empresário vitivinícola), com moderação de Jorge Líbano Monteiro (gestor e secretário-geral da ACEGE - Associação Cristã de Empresários e Gestores).

A intervenção dos cristãos “No Progresso Cultural” será comentada por Maria de Lurdes Correia Fernandes (professora universitária, membro do Comité Pontifício de Ciências Históricas), Henrique Leitão (historiador da Ciência, prémio Pessoa de 2014), João Madureira (compositor) e Filipe Avillez (jornalista), moderação de Isabel Alçada Cardoso (teóloga e presidente do Centro Cultural Pedro Hispano).

Por fim, o testemunho “Na Paz Internacional” por parte dos cristãos convoca Luís Macieira Fragoso (almirante, chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional), Susana Refega (diretora executiva da FEC) e José Reis-Sá (escritor, editor), moderados por Félix Lungu (teólogo, responsável pelo departamento de comunicação da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre).

A sessão final, marcada para as 17h00, antecede a celebração da missa, uma hora depois, na igreja de S. Francisco.

As inscrições, que decorrem pela Internet, estão abertas, terminando a 18 de janeiro.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 17.12.2014

 

 

 
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