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Documentário "Francisco de Buenos Aires" exibido na Mostra de Cinema da América Latina

Imagem Póster (det.) | D.R.

Documentário "Francisco de Buenos Aires" exibido na Mostra de Cinema da América Latina

O documentário "Francisco de Buenos Aires" vai ser exibido este domingo, no cinema São Jorge, em Lisboa, no último dia da 6.ª edição da Mostra de Cinema da América Latina, que decorre desde quinta-feira.

Dirigido por Miguel Rodríguez Arias, o documentário produzido na Argentina e Itália em 2014, com 72 minutos, «conta a história do Papa Francisco a partir da sua biografia, palavras e testemunhos daqueles que melhor o conhecem», destaca a sinopse.

«"Francisco de Buenos Aires: La revolución de la igualdad" conta o seu primeiro ano de papado, e apresenta algumas das medidas adotadas bem como a transformação operada num curto espaço de tempo. Com imagens e testemunhos inéditos, esta é a história de Francisco de Buenos Aires», acrescenta o texto de apresentação.

O documentário remonta ao tempo em que Jorge Mario Bergoglio era arcebispo de Buenos Aires, quando combatia o tráfico de pessoas e as oficinas têxteis clandestinas, denunciava o capitalismo sem regras e criava um departamento na arquidiocese dedicado aos bairros pobres da capital argentina.

O papel de Bergoglio na ditadura de 1976 a 1983 é igualmente tratado no filme através, por exemplo, de testemunhos, como o da magistrada procuradora, que defendem o atual papa e falam dos seus esforços para salvar religiosos durante os "anos de chumbo", refere a página argentina "rionegro.com.ar".

Entre os testemunhos recolhidos pelo realizador incluem-se o da irmã de Francisco, María Elena Bergoglio, os jornalistas Sergio Rubin e Elisabetta Piqué, autores de uma biografia sobre o papa, o rabino Daniel Goldman e o cardeal Jorge Mejía.

«Creio que Bergoglio atuou muito bem durante a ditadura. Quanto ao porquê de não a ter criticado, está explicado na película: se o tivesse feito, poderia ter sido mais um desaparecido e não poderia salvar todas as pessoas que salvou», afirmou Miguel Arias, para quem interessa mais a figura do papa enquanto líder político do que religioso: «Não é um exagero compará-lo com Gandhi ou com Mandela».

Nascido em 1945, Arias dedica-se desde 1983 a compilar imagens da televisão argentina para reunir aquilo que considera ser uma enciclopédia visual da história contemporânea do país, tendo-se estreado no cinema documental em 1991, lê-se na página da Mostra de Cinema da América Latina.

O filme é exibido este domingo às 17h00, podendo também ser visto em Loulé, no Cine-Teatro Louletano, a 30 de janeiro, às 21h00.

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 12.12.2015

 

 

 
Imagem Póster (det.) | D.R.
Entre os testemunhos recolhidos pelo realizador incluem-se o da irmã de Francisco, María Elena Bergoglio, os jornalistas Sergio Rubin e Elisabetta Piqué, autores de uma biografia sobre o papa, o rabino Daniel Goldman e o cardeal Jorge Mejía
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