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Manuscrito mais antigo com o "Pai-nosso" e outras preciosidades bíblicas expostas no Vaticano

O Vaticano acolhe desde esta quarta-feira a exposição "Verbum Domini II", sobre a história da Bíblia através dos tempos, que apresenta pela primeira vez ao público um manuscrito do séc. III que transcreve parte dos Evangelhos segundo Lucas e João.

O papiro "Bodmer XIV-XV" contém o fragmento escrito mais antigo do Evangelho lucano, o mais antigo Pai-nosso conhecido, e um dos fragmentos mais antigos do Evangelho joanino.

Até 22 de junho, o público pode apreciar mais de 200 peças de coleções dos Museus e da Biblioteca do Vaticano, bem como de acervos privados, como a coleção norte-americana Green, que detém mais de 40 mil livros, manuscritos, documentos e objetos sobre as Escrituras.

Uma página dupla do "Codex Vaticanus", o mais antigo manuscrito da Bíblia cristã, que remonta aos anos 325-350, e o "Codex Claromontanus", do séc. V, estão presentes na mostra, que decorre na sequência da exposição "Verbum Domini" realizada em 2012, no Vaticano, e que atraiu acima de 45 mil visitantes de mais de 100 países.

Nos últimos dois milénios, a «transmissão, tradução e disseminação da Bíblia modelou e remodelou a história do mundo. Nesta exposição, o visitante viajará à volta do globo e através do tempo» para perceber como a Palavra de Deus se espalhou pelas nações, destaca o site da exposição.

Três fragmentos de rolos do Mar Morto, as testemunhas mais antigas das Escrituras judaicas em hebraico, com escritos dos profetas Daniel, Ezequiel e Jeremias, manuscritos do "Codex Climaci Rescriptus", uma das Bíblias mais antigas, que contém os textos mais extensos na língua mãe de Jesus, o aramaico palestino, e uma cópia quase integral do livro dos Salmos, em grego, dos séculos III-IV d.C, fazem parte da exibição.

A mostra apresenta igualmente o Livro de Horas e Saltério de Isabel de Bohun, manuscrito com iluminuras que pertenceu  à condessa de Northampton (séc. XIV), o exemplar da primeira edição da Bíblia "King James" (1611), a tradução mais influente da Bíblia produzida em inglês, e a "Bíblia Lunar", uma das 100 em microfilme que voou para a superfície da Lua com o astronauta Edgar Mitchell.

As peças estão expostas em ambientes que recriam os tempos bíblicos, como é o caso de um cenário da antiga Alexandria, no Egito, onde os textos judaicos do Antigo Testamento foram traduzidos para o grego no séc. II a.C.

A igreja de S. Jorge, em forma de cruz, incrustada numa rocha, na Etiópia, onde o cristianismo se espalhou a partir do séc. IV, uma capela gótica do século XIII, em Paris, com uma das maiores mostras de vitrais do mundo sobre temas bíblicos, e a loja de Gutenberg, na Alemanha, com uma réplica da sua prensa, invenção que aumentou exponencialmente a difusão da Bíblia, integram igualmente os ambientes presentes na exposição.

FotoPapiro Bodmer XIV-XV (Lucas 11, 1-13; o Pai-nosso está nas linhas 7 a 13). Imagem: Biblioteca do Vaticano

 

Com Agências
© SNPC | 02.04.14

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Papiro
Papiro Bodmer XIV-XV
Lucas 24, 51-53 e João 1, 1-16
Imagem: Biblioteca

 

 

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