

Franz Schubert | D.R.Viajamos hoje até ao Romantismo para apreciar a música de um compositor que, lamentavelmente, morreu jovem, após ter legado obras extraordinárias, como a que se propõe para audição.
Franz Schubert (1797-1828) nasceu e morreu em Viena, atual capital austríaca. O pai tocava num quarteto de cordas, pelo que o jovem Schubert começou a compor obras para esses instrumentos.
Estudou com Antonio Salieri, aprendizagem que o ajudou a melhorar a sua técnica de composição. Aos 19 anos tinha criado cerca de 340 obras, entre as quais duas sinfonias, uma missa e uma ópera. Quando morreu, aos 31 anos, era considerado compositor reputado.
A Missa n.º 6 em Mi Bemol Maior, D 950, que apresentamos, tem na partitura o ano de 1828, pelo que terá sido a última composta por Schubert. A encomenda foi feita pelo responsável musical da "Alserkirche", igreja da Santíssima Trindade, em Viena.
Na obra, estreada postumamente, a 4 de outubro de 1829, com direção do irmão, Ferdinand, são percetíveis influências de Beethoven, Bach, Mozart e Haydn, estando presentes as técnicas de composição mais em voga no seu tempo.
A interpretação dos solistas resume-se a três episódios breves, dando protagonismo à execução coral e à orquestra.
É cada vez mais reconhecida como obra-prima, poderosa e inquietante, mais monumental do que a anterior (n.º 5), ao mesmo tempo que procura reconciliar a grandeza litúrgica com o sentimento subjetivo do autor, no contexto do Romantismo.
A procura do esplendor está sobretudo patente no fim do hino Glória e da profissão de fé, o Credo. A peça é por vezes marcada por um perturbante cromatismo que, possivelmente, evoca a dor física e espiritual de Schubert.
Uma Missa para elevar o espírito, interpretada pela Hofmusikkapelle Wien, dirigida por Karl Bohm.
Jose Gallardo Alberni / Periodista Digital
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