

Póster (det.) | D.R.Os apreciadores do grande ecrã têm agora a oportunidade de apreciar uma das principais coleções de arte do mundo, com recurso à mais recente tecnologia de imagem, através do filme "Os Museus do Vaticano 3D", concebido para ser exibido em salas de cinema.
Esta produção italiana, que mobilizou 40 técnicos, proporciona imagens em 3 dimensões, a que se acrescenta a tecnologia 4K, ou ultra-alta definição, que oferece uma resolução quatro vezes superiores à dos ecrãs "Full HD".
O filme permite uma visão inédita e mais realista dos detalhes de obras-primas intemporais assinadas por Giotto, Leonardo Da Vinci, Caravaggio, Rafael, Van Gogh, Chagall e Dali, entre outros, expostas nos Museus do Vaticano e na Capela Sistina.
Os milhões de visitantes que veem, por vezes à pressa, cansados e no meio de muitos outros turistas, as obras de arte do Vaticano, podem agora ter um olhar mais distendido e aprofundado sobre as peças.
Por outro lado, o filme alarga o universo de conhecedores das pinturas, frescos e esculturas ao dá-las a conhecer a quem não tem a possibilidade de se deslocar à cidade-estado.
A película começa com a explicação das origens dos Museus do Vaticano, prosseguindo com a observação das estátuas clássicas dos períodos grego e romano.
A narração é feita pelo diretor dos Museus do Vaticano, Antonio Paolucci, cuja voz se ouve por baixo da dobragem - pelo menos assim é na versão inglesa -, técnica que é mais apropriada para rádio e televisão do que para a Sétima Arte.
O 3D mostra todas as suas capacidades ao mostrar os grandes corredores, as salas repletas de pinturas e a Capela Sistina, mas quando se aproxima e fecha o plano ("close-up") sobre as pinturas produz efeitos que não correspondem à visão do olho humano.
A principal qualidade do filme é o tempo empregue com Miguel Ângelo na Capela Sistina, bem como com as enormes pinturas de Rafael, quer em amplas perspetivas quer em detalhe.
A película começou a ser apresentada no início de outubro no Canadá, tendo sido agendadas exibições em duas mil salas de cinema espalhadas por 50 países.
Até à data não estão previstas sessões em Portugal, sendo Espanha o país mais perto onde o filme pode ser visto, a partir de 19 de março, em 38 salas.
Signis / SNPC
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