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Nova "Brotéria": crise, fome de cultura, encontro de civilizações, poesia e antropologia

A edição de julho da revista "Brotéria" mantém a abrangência de temas que a caracteriza ao apresentar artigos que abordam temas como a crise económica, o (des)encontro de civilizações, a doença e a morte na perspetiva cristã, a fome de cultura, a antropologia e a poesia.

Francisco Torres escreve sobre «O papel da crise no processo de construção europeia», assinalando que «o maior obstáculo a um salto em frente para uma acrescida integração política da União Europeia» é, aparentemente, «a questão de uma redistribuição potencial de larga escala, o que explica porque é que as questões de redistribuição foram evitadas em Maastricht e a União Económica e Monetária (UEM) ficou incompleta».

«A crise das dívidas soberanas realçou o facto de algumas políticas domésticas serem não só inconsistentes com os objetivos afirmados pelos respetivos governos, mas também insustentáveis. Tornou-se evidente que essa insustentabilidade punha em causa o próprio funcionamento da UEM, bem como os estados sociais desses países e a qualidade de vida das gerações presentes e futuras», sustenta o professor de Estudos Europeus da Universidade Católica.

«Encontro e desencontro de civilizações - O século cristão do Japão» é o tema do artigo de Rui M. P. Marques, que ao analisar a História à procura de «choques de civilizações», encontra «como momento referencial e paradigmático o chamado "século cristão do Japão", especialmente no seu epílogo, já em pleno séc. XVII».

O investigador do Instituto Padre António Vieira recorda que «na abertura aos "bárbaros do sul", esses portugueses intrépidos da era dos Descobrimentos, o Japão feudal descobriu, acolheu e, finalmente, rejeitou violentamente uma ponte entre dois mundos quase opostos que, por décadas, se tocaram» através da tradição, religião, economia e política.

«A vida é um verdadeiro mistério! Quando pensamos em todas as condições necessárias para o seu aparecimento na terra, quando tentamos evocar as probabilidades da sua eclosão e do seu desenvolvimento, permanecemos sonhadores», observa Michel Renaud no texto «Do ser da pessoa à doença existencial».

O professor catedrático de Filosofia jubilado evoca «a interpretação religiosa e especificamente cristã do sofrimento e da morte» para vincar que a «aceitação ativa» de ambos constitui «uma maneira de entrar mais profundamente no mistério de um Deus que é Amor», definição que o autor admite não recolher a aprovação de quem não compreende a ausência de intervenção divina nas catástrofes e nas dores do ser humano.

«Da miséria cultural/espiritual advêm as outras misérias humanas, pois sem cultura a sociedade simplesmente desumaniza-se. Um povo menos culto, menos preparado, menos empenhado em transcender-se, não terá alento sequer para emprenhar-se em sobreviver como povo», observa José Eduardo Franco.

No seu artigo, o investigador do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa apela à defesa dos «direitos humanos da cultura».

«Urge colocar nas nossas universidades e nas nossas escolas a cultura em todos os cantos e em todos os cursos, em todas as ruas e em todas as casas. Sem a cultura faltará a cerzidura fundamental que mata as ignorâncias globais, que une e dá aquele sentido do todo, a compreensão do todo e das partes, que dá o sentido de humanidade a todos os saberes, considerando as hierarquias dos valores que fundam a dignidade humana», assinala.

José Cerca recorda «Cassiano Guimarães - Poeta do amor e da santidade», padre salesiano que morreu há meio século, de quem «muito se esperava, não só do seu talento poético e da sua promissora criação literária, como também do seu fecundo sacerdócio - faleceu com 35 anos.

«Quando eu me obrigo - que acontece? Indo direto ao essencial da questão, penso que, quando me obrigo, algo muda no universo moral em que me movo. Com o meu compromisso fiz cessar uma indeterminação: o que antes era indiferente, do ponto de vista moral, deixa de o ser e apresenta-se-me com uma exigência, negativa ou positiva, que vincula a minha liberdade: devo fazer ou não posso moralmente fazer o que antes me era lícito omitir ou fazer.»

Este é o ponto de partida para as "Notas breves" de Roque Cabral, SJ, professor jubilado da Universidade Católica, que pretende evidenciar «a amplidão de horizontes» que qualquer decisão implica, especialmente aquelas em que cada pessoa se compromete com outra.

Augusto-Pedro Lopes Cardoso centra-se na vida de D. Manuel de Azevedo, pai do Beato Inácio de Azevedo, jesuíta cujo processo de canonização está em curso.

Na secção «Revisitando a Brotéria», com artigos recuperados da revista que os Jesuítas portugueses publicam desde 1902, é evocada a figura de S. Roberto Belarmino, doutor da Igreja.

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 08.08.13

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