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Editoria católica: coerência e fidelização à Verdade

A maior dificuldade da editoria católica nos tempos que correm – e paradoxalmente, o maior incentivo ao desenvolvimento de projetos editoriais de matriz cristã e à dedicação profissional dos editores e investidores católicos – resulta da descristianização da sociedade e, por isso, da perda do consenso cultural e social dos valores cristãos.

De facto, seja em formato de papel ou em suporte digital (os modernos e-book), o desafio lançado à edição católica continua o mesmo de sempre: coerência e fidelidade à Verdade no momento da definição e da concretização de um projeto empresarial economicamente viável e da determinação de um adequado programa editorial. A tentação continua evidente e também a mesma de sempre: transigir e ceder ao encantamento de ocultar o essencial e de esconder as razões da nossa Esperança, nomeadamente com a desculpa de entrar habilmente na vaga cultural para cristianizá-la. A recristianização da Europa, hoje como nas ocasiões anteriores, faz-se pela afirmação dos valores tal e qual como eles são e não como parecem convenientes ao mundo que os rejeita. O problema nunca foi de marketing, mas de verdade, isto é e numa linguagem empresarial, de defeito (ou falsidade) do produto.

Por outro lado e como consequência, o desafio à Igreja, aos seus pastores e a uma pastoral da cultura é claro: acompanhar e conduzir as pessoas que trabalham na edição (e as suas iniciativas editoriais).

Desde logo, reconhecendo a importância dos projetos editoriais de matriz cristã, eclesiais ou independentes, incentivando os seus promotores na construção de uma cultura cristã efetivamente comprometida e implicada no anúncio da Verdade, ajudando-os criticamente a avaliar e a validar as suas decisões, acompanhando-os nos seus desafios e tormentos, promovendo a sua formação cristã e a consistência do seu pensamento estratégico, apadrinhando todos os esforços de inter-ajuda, pessoal e empresarial.

Mas também amparando os católicos editores (aqueles que trabalham em ambientes editoriais e empresariais indiferentes ou, mesmo, hostis) e que, por isso, mais precisam dessa presença por estarem mais expostos à confrontação, à chacota e ao desalento; para já não falar dos próprios riscos laborais que correm quando se afirmam e procuram assumir os seus valores e princípios.

 

Henrique Mota
Editor
In Observatório da Cultura, n.º 14 (Novembro 2010)
© SNPC | 06.11.10 | Atualizado em 11.06.14

Foto
Gregor Schuster/Corbis

 

 

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