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Blogosfera

Entre a Terra da Alegria e o Trento na Língua

Na segunda das muitas vidas da blogosfera portuguesa, quando os blogues ainda eram vizinhos próximos, antes da dispersão em galáxias que se afastam, a partenia virtual, inaugurada pelo bispo Jaques Gaillot (http://www.partenia.org/portugues/partenia_pt.htm), foi lentamente povoada por leigos.

Sendo nos blogues o que somos no mundo, fomos nascendo juntos num conhecimento mútuo e criando uma rede de vizinhança e cumplicidade. Em seis destes blogueiros cresceu a vontade de testemunhar nesta terra de todos e de ninguém a pluralidade de olhares católicos sobre a vivência da fé na realidade quotidiana. Na verdade, descoberta a diversidade de experiências pessoais na unidade da Igreja, sentimos a necessidade de responder à ocupação evangélica da blogosfera portuguesa. Foi a nossa contra-reforma.

Nasceu assim, em 2004, a Terra da Alegria (http://terradaalegria.blogspot.com), em homenagem a esse belíssimo poema de Ruy Belo, um espaço de encontro, liberdade e diálogo virado para o exterior, que ocasionalmente acolhia outras expressões religiosas, como a fé baha’i, e que durante mais de dois anos e meio expressou um novo apostolado na internet.

Em outubro de 2006, sem espírito de proselitismo ou de ecumenismo, estes e outros católicos juntaram-se aos amigos evangélicos no blogue Trento na Língua (http://trentonalingua.blogspot.com), onde se afirmam as identidades de cada um e se descobriram mais os laços de união que as razões da separação.
Hoje, quando a própria blogosfera religiosa em geral - e católica em particular - se dispersa em inúmeras aldeias distantes, tantas vezes profissionalizadas, dilui-se a comunidade global em atomismos isolados, como leigos sem paróquia.

Pergunto-me em retrospetiva, como Ruy Belo, “o que dirá de mim o castanheiro do outono / a estação do que passa e se desfaz”.

 

Carlos Cunha
Jurista
In Observatório da Cultura, n.º 14 (Novembro 2010)
© SNPC | 10.11.10

Imagem
Bloomimage/Corbis

 

 

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