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Blogosfera

«Não tenhais medo»

Estas palavras marcam o início do Pontificado de Sua santidade o Papa João Paulo II. São palavras que constituem hoje para mim um enorme desafio e um convite à desinstalação. São palavras que me têm conduzido, nomeadamente nos mais de 5 anos que levo já a escrever em blogues.

O mundo dos blogues e das demais redes sociais – facebook, twitter, etc. –, apesar de virtual, captou já a atenção dos mais jovens e é, para muitos, a forma de comunicação por excelência.

Sem obrigatoriedade de mostrar a cara e sem que ninguém exija identificação, as redes sociais acolhem, só em Portugal, centenas de milhares de jovens, ansiosos por comunicar. E se é verdade que muitos são eles próprios fontes de comunicação, não são menos os recetáculos de informação; à espera de uma Boa Notícia.

Este constituirá, hoje, o principal motivo para que eu continue a alimentar, decorridos mais de 5 anos, um blogue. Um blogue de cariz essencialmente social e político, no qual tento dar, nos mais diversos assuntos, uma perspetiva cristã.

A tarefa é difícil e tem adversários poderosos, como sejam o politicamente correto, uma comunicação social adversa, políticos sem coragem e incapazes de dar testemunho, as ideias feitas, o facilitismo, a atratividade das novas filosofias de vida e a cada vez maior incapacidade de aceitar as dificuldades da vida e o sofrimento.

Acresce a isto o amadorismo com que os católicos comunicaram nas últimas décadas, com um discurso pouco atrativo e, muitas vezes, obscurantista.

Nos últimos anos, porém, a situação tem vindo a inverter-se. A recente visita de S.S. o Papa Bento XVI a Portugal é disso exemplo, tendo apostado numa comunicação profissional e eficaz.

Considero que a presença de católicos nas redes sociais, nomeadamente nos blogues, é essencial e, nos próximos anos, obrigatória. A sua ausência, nos últimos anos, permitiu que uma minoria ateia e anti-clerical conseguisse impor as suas ideias. O resultado está à vista: aborto, casamento homossexual e (quase) a eutanásia.

A perseguição dos cristãos e o martírio foram profetizados. Isto não implica, porém, que percamos por falta de comparência. A Boa Notícia – o imenso Amor de Deus por todos – tem que ser dada. Como disse S.S. o Papa Bento XVI, no encontro que teve em Portugal com o mundo da Cultura:

“Fazei coisas belas, mas, sobretudo, fazei das vossas vidas lugares de beleza.”

 

Rui Castro
Jurista
In Observatório da Cultura, n.º 14 (Novembro 2010)
© SNPC | 06.11.10

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Corbis




























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