

Papa Francisco | D.R.O papa Francisco pediu hoje aos membros da Associação das Guias e Escuteiros Católicos Italianos para que abram vias de comunicação com o mundo, contrariando a tendência para o estabelecimento de barreiras.
«Estou certo de que a AGESCI pode gerar na Igreja um novo fervor evangelizador e uma nova capacidade de diálogo com a sociedade», afirmou às cerca de 90 mil guias e escuteiros presentes na Praça de S. Pedro, no Vaticano.
«Fazer pontes, fazer pontes nesta sociedade onde há o hábito de fazer muros. Fazei pontes, por favor. Com o diálogo, fazei pontes», insistiu Francisco, citado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
Organismos como os escuteiros «são uma riqueza da Igreja que o Espírito Santo suscita para evangelizar todos os ambientes e setores», apontou o papa, que também realçou a importância da tarefa educativa realizada pela associação.
«Vós ofereceis um contributo importante às famílias para a sua missão educativa com as crianças, os rapazes e os jovens. Os pais confiam-vos porque estão convencidos da bondade e sabedoria do método escutista, baseado nos grandes valores humanos, no contacto com a natureza, na religiosidade e na fé em Deus; um método que educa para a liberdade na responsabilidade. Que esta confiança das famílias não seja desiludida», sublinhou.
Francisco pediu aos dirigentes para manterem os laços com a paróquia de origem dos agrupamentos e os seus responsáveis, ao mesmo tempo que se integram nas prioridades e programa da diocese, e não se resumindo a «uma presença decorativa ao domingo [na missa] ou nas grandes ocasiões».
Em Portugal, o Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, considerado «a maior organização de juventude» do país, foi fundado em 1923. A fundação do escutismo, em Inglaterra, remonta a 1907, e a presença no território do continente, através da Associação dos Escoteiros, ocorreu a partir de 1913.
Rui Jorge Martins
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