

Papa Francisco | D.R.Após 22 meses de pontificado, e depois de em 2013 ter sido escolhido como figura do ano por diversos órgãos de imprensa nacionais e estrangeiros, o papa Francisco voltou a destacar-se nas preferências de 2014, desta vez de cidadãos da Península Ibérica.
A SIC revelou hoje que a votação realizada na internet nos últimos dias de dezembro na página do canal televisivo elegeu o papa como a personalidade internacional do ano, com 59% das preferências, tendo-se seguido as equipas médicas envolvidas na luta contra o Ebola (18%) e Malala Yousafzai (6%).
Também o semanário “Expresso” propôs uma votação para leitores e internautas: quase dois terços das preferências (65,23%) foram para Francisco (escolha da redação em 2013), seguindo-se Malala (16,05%) e Vladimir Putin (11,15%).
Em Espanha, o diário “El País” revelou os resultados de uma sondagem em que Francisco surge como a figura mais destacada, acima do presidente norte-americano e do novo monarca.
O papa recolhe 81% de aprovação, mais 10 pontos percentuais acima da avaliação dada a Barack Obama (71%) e ao rei Felipe VI (70%).
O resultado total das pessoas inquiridas que se definiu como votante do Partido Popular (PP), atual partido que governa a Espanha, colocou Francisco em segundo lugar nas preferências (+ 87), depois do rei (+ 91) e antes da rainha Letizia (+ 85).
Por seu lado, os votantes do Podemos, partido espanhol com um ano de vida e que lidera as pesquisas, elegem o papa Francisco como o mais valorizado (+ 49), seguido de Obama (+ 36), o rei Felipe (+ 13) e a rainha Letizia (+ 11).
O saldo total a favor do papa Francisco que a sondagem do “El País” apresenta «é de 64 pontos, sem precedentes em estudos deste género em Espanha», salienta a análise conclusiva proposta pelo diário.
Estes dados são ainda mais significativos ao ter-se em conta que «apenas 22% dos cidadãos, com ligeiras flutuações, segundo os momentos, se definem como “católicos praticantes”, num bloco de 75% que se diz católico, sem especificar mais», acrescenta o texto.
Dentro deste bloco de pessoas que se consideram católicos, 53% apresentam-se como «pouco» ou «nada praticantes».
Rui Jorge Martins
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