

"Jesus e a política - Reflexões de um mau samaritano" é o título do ensaio do eurodeputado Paulo Rangel que vai ser lançado esta quarta-feira, no Salão Árabe do Palácio da Bolsa, no Porto.
A apresentação será feita por Jaime Gama, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente da Assembleia da República, e pelo seu filho, João Gama, professor da Faculdade de Direito de Lisboa, com moderação do padre Anselmo Borges, professor da Faculdade de Letras de Coimbra.
«A separação entre religião e política é um legado direto da mensagem de Jesus Cristo. Jesus não tem um projecto político pessoal, não tem ambição, apesar de ser um líder carismático. Jesus não tem um projecto político programático: não há uma ideologia»: estas são três das questões que o autor desenvolve na obra.
De acordo com o resumo que publicou na sua página do "Facebook", Paulo Rangel explica que o livro também responde a uma pergunta: «Se Jesus não tem nem um projeto político, nem um programa político próprio, como se explica que tenha sido perseguido, julgado, condenado e executado pelo poder político e religioso do seu tempo?»
«A minha intenção ao escrever este texto é, no fundo, trazer para a esfera pública o debate sobre as relações entre a religião e a política. É que em Portugal, por razões históricas várias, há um certo tabu em trazer a religião para o debate público», afirmou, citado pelo jornal "Público".
Escrito em três línguas, português, francês e inglês, o ensaio visa «dizer que a religião e a política fazem parte da (...) cultura pública», assinalou Paulo Rangel, acrescentando: «Não tenhamos medo de discutir estas coisas».
O título do volume é o mesmo de um artigo redigido pelo autor no livro "Quem foi, quem é Jesus Cristo", coletânea de textos lançada em 2012 pela editora Gradiva, com coordenação de Anselmo Borges.
Rui Jorge Martins