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Meditação

Não deixemos que as preocupações desta vida presente se apoderem de nós

A Igreja Católica evoca a 10 de novembro S. Leão Magno, papa e doutor da Igreja. Nasceu no atual território italiano e em 440 (aprox.) foi elevado à Cátedra de Pedro. Trabalhou pela integridade da fé e defendeu a unidade da Igreja através do combate às heresias. Esforçou-se por mitigar as consequências da invasão de Roma, embora não tenha conseguido evitar o saque da capital do império. A ação de Leão I, que morreu em 461, mereceu-lhe o apelido de "Magno" (Grande).

Aquele que deseja honrar verdadeiramente a paixão do Senhor, de tal modo deve olhar com os olhos do coração para Jesus crucificado, que reconheça na carne do Senhor a sua própria carne.

Estremeça a criatura perante o suplício do seu Redentor, quebrem-se as pedras dos corações infiéis, e saiam para fora, vencendo todos os obstáculos, aqueles que jaziam sob o peso imortal dos seus túmulos. Apareçam também agora na cidade santa, isto é, na Igreja de Deus, como sinais da ressurreição futura, e o que um dia se há-de realizar nos corpos, cumpra-se agora nos corações.

A nenhum pecador é negada a vitória da cruz, a nenhum homem é recusado o auxílio da oração de Cristo. Se foi frutuosa para muitos dos que O perseguiam, quanto mais o não será para os que a Ele se convertem?

Foi eliminada a ignorância da incredulidade, foi suavizada a aspereza do caminho, e o sangue de Cristo extinguiu o fogo daquela espada que guardava as fronteiras da vida. A obscuridade da antiga noite deu lugar à verdadeira luz.

O povo cristão é convidado a gozar as riquezas do Paraíso, e para todos os baptizados está aberta a passagem de regresso à pátria perdida, desde que não queiram fechar para si próprios aquele caminho que se abriu também à fé do ladrão arrependido.

Não deixemos que as preocupações e a soberba desta vida presente se apoderem de nós e anulem o empenho de nos conformarmos de todo o coração com o nosso Redentor, na perfeita imitação dos seus exemplos. Tudo o que Ele fez ou padeceu foi para nossa salvação, de modo que todo o Corpo pudesse participar da virtude da sua Cabeça.

Aquela sublime união da nossa natureza à sua divindade, pela qual o “Verbo Se fez carne e habitou entre nós”, a ninguém excluiu da sua misericórdia, a não ser aquele que se recusa a acreditar. Como poderá ficar fora da comunhão com Cristo quem recebe Aquele que assumiu a sua própria natureza e é regenerado pelo mesmo Espírito por obra do qual nasceu Jesus Cristo? Quem não há-de reconhecer nele a nossa débil condição humana, sabendo-O sujeito ao uso dos alimentos, ao repouso, ao sono, à ansiedade, à tristeza, à compaixão e às lágrimas?

Foi precisamente para curar a nossa natureza das suas antigas feridas e purificá-la da corrupção do pecado, que o Filho Unigénito de Deus Se fez também Filho do homem, de modo que não Lhe faltasse nem a humanidade em toda a sua realidade, nem a divindade em toda a sua plenitude.

É verdadeiramente nosso o que esteve morto no sepulcro, o que ressuscitou ao terceiro dia, o que subiu à glória do Pai, no mais alto dos Céus. Por conseguinte, se percorrermos o caminho dos seus mandamentos e não nos envergonharmos de confessar tudo o que fez pela nossa salvação na humildade do seu Corpo, também nós teremos parte na sua glória. Então se cumprirá manifestamente o que prometeu: “A todo aquele que der testemunho de Mim diante dos homens, também Eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos Céus”.

 

S. Leão Magno
© SNPC | 10.11.12

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S. Leão Magno

 

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