

«A obediência à vontade de Deus» é «o caminho da santidade do cristão», porque ela permite que «a salvação» divina se realize, afirmou hoje o papa na missa a que presidiu, no Vaticano.
As palavras de Francisco basearam-se no trecho do Evangelho proclamado nas missas desta terça-feira, em que Jesus frisa que a sua mãe e os seus irmãos, no quadro de uma família ampla, não são aqueles a quem está unido por laços de parentesco, mas são todos os que se submetem à sua vontade».
Para Francisco, esta obediência teve início no céu, com Cristo, «na vontade de obedecer ao Pai», enquanto que na Terra a figura que começa por cumprir o plano de Deus é Maria.
«O que disse ela ao anjo? “Que se faça o que tu dizes”, isto é, que se faça a vontade de Deus. E com aquele “sim” ao Senhor, o Senhor começou o seu percurso entre nós», assinalou.
O papa repetiu várias vezes durante a homilia que «não é fácil» conformar a vida à vontade de Deus, especialmente quando todos os dias é apresentada ao ser humano «uma bandeja com muitas opções».
O primeiro passo para obedecer, apontou Francisco, é pedir «a graça» de a querer realizar: «Eu rezo para que o Senhor me dê a vontade de fazer a sua vontade, ou procuro os compromissos porque tenho medo da vontade de Deus?».
Francisco vincou também a importância de «rezar para conhecer a vontade de Deus» sobre a vida pessoal, «sobre as decisões» que devem ser tomadas e «sobre a maneira de gerir as coisas».
Obedecer implica, sintetizou, «rezar para ter o desejo de seguir a vontade de Deus, rezar para conhecer a vontade de Deus» e, num terceiro momento, «para ir em frente com a vontade de Deus», ou seja, para a realizar.
«O Senhor nos dê a graça, a todos nós, de um dia poder dizer de nós aquilo que disse daquele grupo, daquela multidão, que o seguia, aqueles que estavam sentados à sua volta», afirmou.
A homilia terminou com uma convicção: «Fazer a vontade de Deus faz-nos ser parte da família de Jesus, faz-nos mãe, pai, irmã, irmão».
Rui Jorge Martins