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Música

"Terra Seca": Mário Laginha Novo Trio convoca piano, contrabaixo e guitarra portuguesa

Um piano, um contrabaixo e uma guitarra portuguesa: assim nasceu o Mário Laginha Novo Trio.

O pianista de jazz juntou-se a um dos seus habituais cúmplices, o contrabaixista Bernardo Moreira, e convocou uma guitarra portuguesa, tocada por Miguel Amaral, de quem Mário Laginha diz ter ficado «muito impressionado»: «É uma pessoa com quem dá prazer trabalhar; é um grande músico, um grande guitarrista».

A estreia acontece no disco "Terra Seca", tecido de cumplicidades entre os músicos e os instrumentos, começando pelo piano e contrabaixo, dupla habitual em bandas de jazz.

«A presença que à partida seria estranha é a da guitarra portuguesa; e esta estranheza não é apenas a da instrumentação, mas do tipo de música que tocamos. Quando se fala em guitarra portuguesa, as pessoas pensam em fado. Eu continuo a acreditar que ela pode ir além do fado, e atraiu-me muito experimentar», explica Mário Laginha.

Entre protagonista, tocando a melodia principal, e companhia secundária, como acompanhante, a guitarra portuguesa tem neste disco «um papel "sui generis"», assinala o compositor.

«Em grupos de jazz, muitas vezes quem toca uma melodia é, por exemplo, um saxofone ou uma trompete, e aí é som melódico, não é harmónico. Neste disco, a guitarra portuguesa é harmónica e melódica, enquanto outras vezes é rítmico», acrescenta.

O disco está «mais próximo do jazz do que de outra coisa. Os mais fundamentalistas dirão "isto já não é jazz, não tem o 'swing' habitual"; outros dirão que também não é música clássica, e eu concordo; e todos dirão que também não é fado, e de facto não o é, de todo».

Entre esta indefinição, Mário Laginha aponta o jazz como a maior influência do disco, seguida da música clássica. «Este é um trio que tem um lado de música de câmara».

«E depois há um lado português, que vem da música popular e do fado».

E agora, a origem do nome do disco: «A terra seca é, por norma, uma zona pouco habitada, onde é preciso fazer um esforço para a tornar fértil. E eu achei que, musicalmente, estávamos a ir para uma região pouco habitada. E isso tem um lado fascinante porque é preciso ir à procura, é preciso torná-la fértil».

Estas e outras propostas foram sugeridas no programa “Ensaio geral”, da jornalista Maria João Costa (18/1/2014), que a Renascença transmite às sextas-feiras às 23h30, e que pode ser ouvido na íntegra na internet.

 

 

 

Maria João Costa | Com SNPC
In Renascença
27.01.14

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