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"Portugal abaixo dos 40" na Brotéria de outubro
O colóquio “Portugal abaixo dos Quarenta – Sonhando uma História do Futuro”, realizado em Lisboa a 13 de março, constitui um dos destaques da edição de outubro da “Brotéria”, revista de cristianismo e cultura.
Ao longo de 64 páginas, são apresentadas algumas das intervenções da iniciativa organizada pelo Centro Universitário Padre António Vieria (CUPAV), abarcando uma seleção variada de temas e de posicionamentos face e religião e ao cristianismo.
Depois da introdução, pelo padre jesuíta Miguel Gonçalves Ferreira”, seguem-se os textos de Joana Carneiro (“Harmonia, Serviço e Silêncio”) e de Jacinto Lucas Pires (“Revolução e Winnie the Pooh”).
Na secção “Dilemas do Presente”, Filipe Anacoreta Correia aborda a relação “Estado/Sociedade Civil”, Pedro Norton reflete sobre o binómio “Laico/Religioso” e Rui Diniz escreve sobre “Trabalho/Família”.
O tópico “Eixos do Futuro” reúne as contribuições de Luísa Norton de Matos (“Educação”), Jorge Sousa Teixeira (“Trabalho”), Tiago Cavaco (“Espírito”), Frederico Lucas (“Território”) e Pedro Lomba (“Justiça”).
O espaço dedicado ao encontro realizado no Colégio de São João de Brito, em Lisboa, termina com os textos de Tiago Forjaz (“Cinco ideias para um Futuro com História para Portugal, os Portugueses e o Português”) e do padre jesuíta Carlos Carneiro (“O Futuro entre quatro encruzilhadas”).
Este número inclui ainda um artigo sobre “A educação sexual nas escolas”, assinado por Mary Anne Stilwell de Avillez.
«No dia 28 de setembro de 1882 – escreve a autora no primeiro parágrafo – data do casamento de uma das minhas bisavós em Londres, o meu trisavô, ao levá-la ao altar, disse-lhe: ‘Marie, se hoje à noite achares que o Arthur enlouqueceu, lembra-te que ele é um gentleman’. Não obstante esta educação sexual quase telegráfica, tiveram onze filhos.»
«Quase cento e trinta anos e cinco gerações mais tarde, a minha neta mais velha, com sete anos, informou a mãe que já sabia ‘como se faz sexy’, informação puramente biológica, fornecida por uma prima de oito anos que tinha assistido a uma aula de educação sexual na escola sem conhecimento dos pais.»
«Onde está o meio-termo? Onde está o equilíbrio norteado pelo bom senso e o conhecimento da abrangência, profundidade, mistério e maravilha da sexualidade humana e do seu desenvolvimento na criança e no jovem, inseridos numa sociedade e numa cultura ocidental?», questiona a formadora em Educação Sexual e Planeamento Familiar do Movimento de Defesa da Vida.
O padre jesuíta Roque Cabral reflete sobre a frase “Da negação para a descoberta”, proferida pelo filósofo inglês Anthony Flew (1923-2010), que transitou do ateísmo até à crença em Deus, tendo escrito o livro “There is God”, editado em Portugal pela Alêtheia com o título “Deus (não) existe”.
Rui Martins
© SNPC |
22.11.10








