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Consulta Feminina do Conselho Pontifício da Cultura inicia segundo triénio

Mais de duas dezenas de mulheres integram a Consulta Feminina, organismo permanente do Conselho Pontifício da Cultura (Vaticano), no início do segundo triénio daquele organismo (2019-2021).

O projeto começou a delinear-se durante a preparação para a assembleia plenária de 2015 do organismo presidido pelo cardeal italiano Gianfranco Ravasi, então dedicada ao tema “As culturas femininas: entre igualdade e diferença”.

A Consulta Feminina pretende ser presença e dar voz a múltiplas instâncias da vida das mulheres no interior do Conselho, contribuindo quer com ideias, quer com a crítica às iniciativas do dicastério.

O organismo é constituído por crentes de diferentes confissões religiosas, bem como por não crentes, que propõem pareceres e aconselhamento, além de integrarem grupos executivos com vista à concretização de iniciativas do Conselho Pontifício da Cultura.

«Não quisemos instituir a Consulta Feminina nem como elemento cosmético, nem como concessão às quotas cor de rosa, mas porque sobre todas as atividades do dicastério era necessário um olhar feminino que desse indicações às quais nem sequer teríamos pensado», declarou Ravasi em 2017.



A 15.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que decorre a 1 de junho, em Fátima, vai debater a condição da mulher na sociedade e na Igreja



Na nota de apresentação da Consulta, no mesmo ano, sublinhava-se que o seu propósito é o de «trabalhar em diálogo com a diversidade, as religiões, e os muitos mundos em que as mulheres operam, convictos de que a pluralidade é o pressuposto da ação humana».

«No interior do meu dicastério não tinha nenhuma mulher, sobretudo no âmbito dirigente; havia mulheres só no setor administrativo e de secretaria. E faltava a imagem de Deus. Deus criou o Homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher. Portanto a imagem de Deus é masculina e feminina. Por isso era necessário que aqui houvesse também uma presença feminina», apontou o cardeal.

Diplomacia, desporto, medicina, docência, administração empresarial, investigação, cinema, música, jornalismo, teologia, editoria e finança são algumas das áreas profissionais das mulheres pertencentes ao segundo triénio da Consulta Feminina.

Entre as integrantes encontra-se uma embaixadora junto da Santa Sé, uma vencedora de medalhas olímpicas, uma astrónoma, uma responsável judaica, uma teóloga iraniana, uma atriz, uma psiquiatra, uma religiosa professora de Economia Política, uma empresária, uma diretora de orquestra e a presidente da União Mundial das Organizações Femininas Católicas.

A 15.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que decorre a 1 de junho, em Fátima, vai debater a condição da mulher na sociedade e na Igreja.


 

Rui Jorge Martins
Fonte e imagens: Conselho Pontifício da Cultura
Publicado em 23.02.2019

 

 
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