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Eduardo Lourenço é um «cidadão exemplar» e profundamente «humanista», diz bispo responsável pela Cultura

A «grandeza intelectual», a «crítica assertiva e orientadora» e a «profundidade» da «cultura humanista» de Eduardo Lourenço foram hoje destacadas pelo presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, ao comentar a atribuição do Prémio Árvore da Vida-Padre Manuel Antunes ao ensaísta português.

A 16.ª edição da distinção atribuída pela Igreja católica, através do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, para destacar um percurso ou obra que, além de atingirem elevado nível de conhecimento ou criatividade estética, refletem o humanismo e a experiência cristã, evoca um «cidadão exemplar», vincou D. João Lavrador.

«O Senhor Professor Doutor Eduardo Lourenço, ao aceitar receber este prémio, empresta ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura e à Igreja em Portugal um valor inquestionável no diálogo entre a fé e a razão, entre a Igreja e a Cultura no mundo atual», salienta o também bispo de Angra, em declaração que pode ser consultada, na íntegra, nos artigos relacionados.

As «coordenadas» do pensamento de Eduardo Lourenço «na busca da Verdade» foram orientadas «pela revelação do Verbo de Deus e, como tal, dentro dos parâmetros do humanismo cristão», destaca o prelado, que presidiu ao júri do Prémio.

«Na sua ânsia de encontro com os intelectuais que marcaram o desenvolvimento do pensamento moderno e contemporâneo, nunca abdicou da sua liberdade de pensar, de questionar e de se envolver no mundo da arte e da poesia como encanto e contemplação do absoluto», acentua o responsável.

O texto destaca a «educação cristã de criança» de Eduardo Lourenço, a par da formação académica em Coimbra, onde acompanhou os debates organizados pelo Centro Académico de Democracia Cristã, instituição de que D. João Lavrador foi assistente eclesiástico, antes de ser ordenado bispo.

Na «riquíssima personalidade» de Eduardo Lourenço «está patente uma belíssima história do pensamento português contemporâneo e mesmo universal pelo que transmitiu na sua escrita, mas também pelo que manifestou nos seus afetos, sentimentos e relações pessoais», conclui D. João Lavrador.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: Eduardo Lourenço | D.R.
Publicado em 03.04.2020 | Atualizado em 08.04.2020

 

 
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