Espiritualidade
O elogio das crises de fé (3/5)
Toda a crise é constituída por três andamentos. O primeiro é a separação, por vezes violenta e inesperada. A primeira imagem que temos da crise é a de um rasgão que descostura a vida.
O segundo momento é o do umbral: na crise somos colocados perante o inédito. A experiência do novo acontece de uma forma surpreendente.
A crise possibilita também a reconfiguração, uma nova compreensão, uma renovada presença no mundo e na história. A possibilidade de renascer.
É muito fácil ficarmos no primeiro passo, pensando que a crise é simplesmente a morte. A vida pode ser bela e feliz para além das nossas ilusões. Por isso a crise pode ser uma alavanca para uma maturação mais funda e paciente da existência.
Terceira parte da conferência “O elogio das crises de fé», proferida a 17 de dezembro em Lisboa pelo padre José Tolentino Mendonça.
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11.01.12
Bill Hatcher/National Geographic Society/Corbis
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