Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

José Mattoso: «Senti-me sempre nas mãos de Deus»

Gosta de ser uma pessoa anónima, de estar longe da cidade, sem a pressão do tempo e das pessoas, e talvez por isso entrou, aos 17 anos, no mosteiro de Singeverga, onde foi monge beneditino durante duas décadas, em busca de Deus, da interioridade e do mistério da vida, que continuou a sondar incessantemente após o regresso à vida laical.

Doutorou-se em História Medieval – uma das heranças do pai –, foi professor do ensino superior, dirigiu o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, foi vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa, tem obra extensa no domínio da historiografia, fruto de um estudo feito daquela concentração e contemplação que revela a verdade profunda das coisas.

Admirador, desde a juventude, de S. Francisco de Assis, que leu e praticou o Evangelho sem glosas nem derivas, viveu com expetativa o Concílio Vaticano II, e com intensidade o pós 25 de abril de 1974.

José João da Conceição Gonçalves Mattoso nasceu há 86 anos, casou-se, tem três filhos, e o seu percurso tem sido publicamente homenageado, quer pelo Estado português, quer por entidades da sociedade civil.

A poucos dias de receber, em Fátima, o Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, atribuído pela Igreja católica, José Mattoso esteve à conversa com o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, a Renascença e a Agência Ecclesia, e começou por falar da reação à notícia da distinção, pórtico de um itinerário em que evocou as etapas marcantes da sua biografia espiritual, cívica e académica.

A cerimónia de entrega do galardão, que consiste na escultura “Árvore da Vida”, de Alberto Carneiro, e o valor pecuniário de 2.500 euros, patrocinado pelo grupo Renascença, realiza-se este sábado, em Fátima, pelas 16h30, na casa Domus Carmeli, concluindo o programa da 15.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, dedicada ao tema “A Mulher na Sociedade e na Igreja”.

O júri da edição de 2019 da distinção foi constituído pelos bispos D. João Lavrador, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, e D. Américo Aguiar, presidente do Conselho de Gerência da Renascença, P António Trigueiros, S.J., Maria Teresa Furtado, Guilherme d’Oliveira Martins e José Carlos Seabra Pereira.

Nas edições anteriores, o Prémio galardoou o poeta Fernando Echevarría, o cientista Luís Archer S. J., o cineasta Manoel de Oliveira, a classicista Maria Helena da Rocha Pereira, o político e intelectual Adriano Moreira, o trabalho de diálogo entre Evangelho e Cultura levado a cabo pela Diocese de Beja, o compositor Eurico Carrapatoso, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira, o pedagogo Roberto Carneiro, o jornalista Francisco Sarsfield Cabral, a artista plástica Lourdes Castro, o professor de Medicina e Bioética Walter Osswald, o ator e encenador Luís Miguel Cintra e o ator Ruy de Carvalho.









 

Texto e imagem: Rui Jorge Martins
Publicado em 31.05.2019 | Atualizado em 03.06.2019

 

 
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Mais Cultura
Vídeos