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Mais energia solar, menos plástico: Igreja católica cada vez mais amiga do ambiente

Quando os stocks de plásticos para uso único se esgotarem no Vaticano, não voltarão a ser vendidos pela cidade-estado, medida prevista para acontecer em 2020, um ano antes do prazo sugerido pela União Europeia.

«Temo-nos esforçado para separar [o plástico] o mais possível, e o estado limitou todas as vendas de plástico de uso único», declarou à agência ANSA o responsável máximo pelos jardins e pela recolha de lixo do Vaticano, Rafael Tornini.

As preocupações do Vaticano com a salvaguarda do meio-ambiente não começaram apenas com a encíclica “Laudato si’”, sobre a «casa comum», que o papa Francisco promulgou em 2015: por exemplo, já em 2008, o estado tinha instalado um sistema de captação da energia solar sobre o grande auditório Paulo VI.

No mesmo ano, a cidade-estado começou um programa de reciclagem, e atualmente 55 por cento dos resíduos sólidos são devidamente reciclados, tendo por objetivo chegar aos 70-75 por cento, quantidade apontada pela União Europeia.

Há cinco meses, começou a recolha de resíduos alimentares, levando a que o total de lixo por reciclar tivesse caído cerca de 12 por cento mensalmente, acrescentou.

Para Rafael Tornini, além dos programas de reciclagem, é essencial uma mudança de mentalidades. E acrescentou: «Levamos a peito as orientações do santo padre na “Laudato si’”. A nossa casa comum precisa de salvaguarda, e se não começa por nós…».

Nos EUA, um conjunto de instituições católicas da arquidiocese de Washington encomendaram a construção de uma central solar composta por mais de cinco mil painéis, que produzirá acima de 2,7 milhões de kw-hora por ano.

Esta capacidade produtiva preencherá, quase na totalidade, as necessidades dos edifícios das associações caritativas católicas da arquidiocese, além de eliminar anualmente as emissões de quase 3 400 toneladas de CO2.

«Estamos orgulhosos por ter esta oportunidade de assumir o apelo à ação do papa Francisco para proteger o nosso ambiente», declarou Mons. John Enzler, presidente das “Catholic Charities”, a maior agência independente de serviços sociais da área metropolitana da capital dos EUA.

O projeto inclui um prado de cinco acres para apoiar populações de polinizadores, como abelhas e borboletas, na esperança de combater o declínio de espécies de insetos vitais, além de ajudar a fortalecer a indústria agrícola.


 

Rui Jorge Martins
Fontes: ANSA, IGS
Imagem: TINAPOB/Bigstock.com
Publicado em 17.07.2019

 

 
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