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Música: Novo álbum de Adriana Calcanhotto elogiado pelo jornal do Vaticano

«É a começar pela capa que o último disco de Adriana Calcanhotto se faz apreciar»: é com estas palavras que a edição de hoje de “L’Osservatore Romano” abre o destaque do mais recente trabalho da autora e intérprete brasileira, elaborado a partir da sua casa no Rio de Janeiro.

O confinamento impediu Calcanhotto de regressar, após uma turné no Brasil, à Universidade de Coimbra, onde leciona, e remeteu-a à Cidade Maravilhosa desde 12 de março. Mas da adversidade, fez oportunidade.

Composto, produzido, gravado e misturado entre 27 de março e 8 de maio, e lançado no dia 29 desse mês, “Só” apresenta-se com «a imagem de uma velha máquina de escrever acabada de imprimir, em tinta vermelha, o título do álbum sobre uma folha imaculada», refere o texto sobre  a arte de Mike Knecht em fotografia de Murilo Alvesso.

«A cantautora de Porto Alegre prossegue no seu percurso de recuperação da imensa tradição do seu país. Uma recuperação que não quer, todavia, ser a estéril “reproposição” de modelos antiquados, mas a atualização daquelas sonoridades que tornaram grande a música brasileira», lê-se no jornal do Vaticano.










O alinhamento oferece bossa nova, «mas também tropicalismo, e baladas veladas de perfumes jazz, tudo apresentado com requintados arranjos e refinadíssimas soluções vocais que, mais uma vez colocam Adriana Calcanhotto no coração da música popular brasileiro, variegado movimento artístico que recolhe os melhores músicos das últimas décadas».

«Escutando “Só”, é fácil notar a proximidade com os trabalhos de Marisa Monte, a outra grandíssima música brasileira que, como Adriana Calcanhotto, faz do vocalismo a sua marca distintiva», refere o artigo.

O texto conclui referindo-se às «duas grandes vozes femininas acomunadas pelo requinte e pelo desejo de repropor numa veste nova um património musical imenso e imperdível. Além das modas».

O “L’Osservatore Romano” assinala, na mesma página, do lançamento, nas próximas semanas, de “Homegrown”, de Neil Young, disco que, paradoxalmente, já se ouve desde a primeira metade dos anos 70, quando foi gravado, e do qual muitas das canções já são conhecidas, ou por terem sido inseridas em discos, ou por terem sido interpretadas ao vivo.









 

Rui Jorge Martins
Fonte: L'Osservatore Romano
Imagem: "Só" (capa) | D.R.
Publicado em 05.06.2020

 

 
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