História do mundo angélico José Antonio Fortea «Antes de o faraó Sahura ter transladado a necrópole real para Abusir, antes de o primeiro sumério acreditar que a divindade habitava no cimo de um zigurate, muito antes de todos esses anais perdidos, antes de a areia encontrar repouso no deserto, antes de cair a primeira gota de água naquele que viria a ser o primeiro mar – teve lugar nossa história, a de nós, os anjos. Antes de pela primeira vez o Sol brilhar, antes de Deus dizer: «Faça-se a luz!», a mais antiga de todas as cronologias aconteceu, a nossa história, anterior a qualquer rei ou caudilho, veio a nossa história, a mais antiga de todas. Na verdade, estas crónicas aconteceram antes do tempo. Antes da cronologia, antes de qualquer cronologia. Porque o Único que existia antes de nós não existia sem história. Com efeito, ELOHIM não tem história.»
Sou um teólogo feliz. Colóquios com Francesco Strazzari Edward Schillebeeckx «Esta obra, resultado de uma extensa entrevista concedida por Edward Schillebeeckx, por muitos considerado o maior teólogo do século XX, trata da vida e obra do Autor e daquilo que constitui o verdadeiro ADN da vida dominicana: o estudo, a teologia, a paixão pela busca da verdade. Para além de revelar alguns dados e aspetos bem interessantes da sua vida, o livro passa em revista muitos e variados aspetos da reflexão teológica com perspetivas muito inovadoras no seu tempo e de uma atualidade incrível, refrescante e desafiadora.»
Charles de Foucauld. Esvaindo-se em caridade Gonçalo Miller Guerra, sj «“Um santo mostra-nos que viver segundo o amor de Deus em nós é possível. Às vezes, erradamente, concentramo-nos no que determinado santo fez de excecional. O excecional é precisamente isso: excecional. Não é para nós; é inimitável. O que é para nós é amar com toda a intensidade de que formos capazes”. (Da Introdução). Esta obra dá-nos a conhecer a vida extraordinária de São Charles de Foucauld, desde os tempos de militar agnóstico a combater os árabes nas colónias francesas do Norte de África, até à sua vida de eremita no deserto do Saara, desprovido de tudo exceto de um amor sem limites por Deus e por aqueles que Deus colocava no seu caminho.»
Paulo, modelo de evangelizador D. António Couto «"Ai de mim se não evangelizar", este grito resume a sua missão e o seu coração. Paulo percorreu incansavelmente a metade oriental do Império Romano, anunciando Jesus Cristo com empenho radical, afetividade profunda e energia sem igual. Foi mestre em evangelizar com proximidade: paternal e maternal, corpo inteiro e tempo inteiro. Criou, formou e lançou uma vasta rede de cooperadores, homens e mulheres, fundou comunidades vivas, escreveu cartas que atravessaram séculos e organizou a primeira grande coleta para socorrer os pobres, um gesto único e profético no cristianismo nascente. Chamado de “o maior missionário de todos os tempos”, Paulo continua a ser hoje uma provocação e um apelo: viver e anunciar o Evangelho não de forma intermitente, mas com dedicação total, com vida entregue e coração ardente.»
Santa Rita e a sua mensagem Agostino Trapè «Santa Rita de Cássia é, ainda hoje, uma das figuras mais queridas da devoção cristã. A sua vida, marcada pela dor, pela reconciliação e pela fidelidade a Cristo, continua a inspirar milhões de fiéis em todo o mundo. Neste livro profundamente espiritual, Agostino Trapè convida-nos a reencontrar, na figura desta mulher de fé, um caminho seguro de encontro com Deus. Longe de qualquer sentimentalismo superficial, esta obra mergulha na verdadeira essência da piedade popular: espontânea, universal e profundamente enraizada no mistério pascal. Um livro para crer, compreender e amar.»
Nos passos de Santa Mónica Luiz Alexandre Solano Rossi «Nascida em 331, viúva e mãe de três filhos, enfrentou responsabilidades enormes e dores profundas, mas nunca perdeu a confiança em Deus. A sua vida foi marcada por uma esperança inabalável e pela oração incessante, sobretudo pelo filho Agostinho, que parecia afastar-se cada vez mais da fé. Entre lágrimas e preces, Mónica revelou a força de um coração de mãe: perseverante, humilde e cheio de amor. E Deus respondeu — o jovem inquieto tornou-se Santo Agostinho, um dos maiores pensadores da Igreja. Esta obra mostra como a história de Santa Mónica é também a de tantas mães e famílias de hoje: luta, preocupação, fé e confiança no tempo de Deus. Uma leitura que consola, inspira e fortalece, lembrando-nos que a santidade pode florescer no quotidiano e que o amor de uma mãe é capaz de transformar o mundo.»
Quem quiser ganhar há de perder. Forças espirituais, estilos de vida, formas de Igreja José Frazão Correia «"Quem quiser ganhar há de perde"»: nesta máxima paradoxal de ressonâncias evangélicas se sintetiza, de forma feliz, a ideia-mestra declinada de múltiplas formas ao longo deste livro, que reúne, totalmente revistos e articulados entre si, textos dispersos de José Frazão, antigo provincial dos Jesuítas e um dos mais destacados teólogos portugueses. A obra divide-se em duas partes em diálogo: a primeira explora aquilo de que é preciso abrir mão para que seja possível acolher em nós o dom, convidando o leitor à escuta do outro, à lentidão dos gestos e à hospitalidade do real; a segunda concentra-se nas falsas imagens de si de que a Igreja precisa de se desembaraçar se quiser ter futuro e falar aos homens e mulheres de hoje, onde Cristo já se esconde — assim ela tenha a coragem de neles O descobrir.»
Correção fraterna. Uma prova de amor José Tolentino Mendonça «Como corrigir o outro de forma edificante, conciliando amor e exigência, empatia e verdade? Neste pequeno livro, José Tolentino Mendonça, talvez o mais amado dos autores espirituais portugueses, partindo de episódios bíblicos, da bimilenar tradição cristã e de exemplos contemporâneos, mostra que a correção fraterna não é, na sua essência, primeiramente uma forma de censura, mas muito mais um gesto de misericórdia: um caminho paciente de escuta, reconciliação e crescimento mútuo. Com a prosa poética e lúcida que o caracteriza, o Autor propõe uma reflexão luminosa sobre o perdão, a vulnerabilidade e o poder transformador do amor que não desiste de ninguém. Este livro é, assim, um convite a reaprender a humanidade no tempo das "correções automáticas" — um apelo à ternura como/sob a forma da verdade.»
Diário bíblico criativo Jacob Vium-Olesen «Não é possível exagerar a importância da Bíblia. A Bíblia ajuda-nos a conhecer Deus e guia-nos ao longo da vida. Os 40 devocionais do "Diário Bíblico Criativo" vão ajudar-te a começares a compreender a Bíblia, Deus, a ti próprio, qual o teu valor, potencial e funções a desempenhar. Ao utilizares o Diário Bíblico Criativo, vais aprender a crescer em áreas-chave da vida e começar a ver-te como Deus te vê. Cada devocional inclui um versículo bíblico, uma reflexão curta e, por fim, algumas atividades para aplicares o que aprendeste. Que o "Diário Bíblico Criativo" te ajude a entender e a amar a Deus, e a ti próprio. Tu tens grandeza criativa em ti. Porquê? Porque Deus a colocou lá.»
Um judeu chamado Paulo. O arauto do Messias para os gentios Matthew Thiessen «Escrupuloso na sua equidade para com o judaísmo e bastante útil ao corrigir as nocivas interpretações cristãs que o distorcem, este pequeno livro de leitura agradável e cativante consegue situar Paulo, o apóstolo cristão dos gentios, no seio do judaísmo em que foi formado e que nunca julgou ter abandonado por completo. Tanto cristãos como judeus têm muito a ganhar com esta leitura.»
Castidade. A reconciliação dos sentidos Erik Varden «A palavra "castidade" pode parecer intimidante, qual rajada de vento frio vinda de tempos passados. Mas saberemos o que ela significa realmente? Não designa uma negação do sexo. Nem tão-pouco equivale a celibato. Num tempo em que a religião está em declínio no mundo ocidental e em que os sentidos humanos parecem, muitas vezes, entregar-se ao desgoverno, Dom Erik Varden mostra que a castidade, a orientação unificada dos sentidos, é uma qualidade apreciável que dá beleza à humanidade. Os termos-chave neste contexto são "sexualidade" e "integridade". (...) Tornar-se casto é deixar de ser dilacerado por paixões e desejos, passando a vê-los reconciliados, realizados. Assim, através de tensões criativas entre o corpo e o espírito, o masculino e o feminino, a ordem e a desordem, a paixão e a morte, alcançamos uma nova forma de integridade.»
Bento XVI. O Teólogo, o Papa, o Homem Andrea Tornielli «A 11 de fevereiro de 2013, um Papa optou, inesperadamente, por resignar ao ministério petrino por motivos de idade e saúde. A renúncia apanhou quase todos de surpresa, dando origem a uma série de perguntas, suposições e suspeitas absurdas de "orquestração". Todavia, para tentar compreender como o Papa Bento XVI chegou a essa decisão histórica, é preciso voltar a percorrer as etapas que conduziram o teólogo Joseph Ratzinger da Baviera até à cátedra de São Pedro. É isso que se propõe fazer Andrea Tornielli neste livro: começando pela infância na Alemanha, retoma todo o percurso de Ratzinger até aos seus primeiros passos no Vaticano, ao lado de João Paulo II, à sua eleição para Papa e, finalmente, aos anos passados como Papa Emérito e à sua morte, a 31 de dezembro de 2022, estudando a fundo a vida e a personalidade de um homem que muitos consideram um ultraconservador, um "inquisidor rígido e inflexível", que teve de enfrentar a contragosto escândalos como o do "Vatileaks" e o dos abusos de menores por membros do clero.»
O Sagrado Coração de Jesus. Cativados pelo amor de Cristo Nicolas Bossu «Este livro dirige-se a todos os cristãos interessados em aprofundar a sua relação pessoal com Jesus, uma relação de amizade incentivada pela prática renovada da "devoção ao Sagrado Coração de Jesus", que permite desvendar as riquezas interiores da Pessoa do Salvador. O percurso que aqui se propõe faz-se ao longo de nove sessões bem estruturadas (entrada na oração, contemplação de uma cena, reflexões teológicas, conclusão) que permitem que o leitor percorra a vida de Jesus descobrindo os tesouros escondidos que o Evangelho sugere: a relação entre o seu coração e o de Maria, a conquista dos corações no decurso da sua vida pública, a sua entrega ao Pai durante a Paixão, etc.»
Entrevistas sobre a Igreja Hans Urs von Balthasar, Henri de Lubac, Angelo Scola «O trabalho de Balthasar é inigualável, enquanto a obra de Lubac, reabilitada depois de anos de silêncio, acabou por ser objeto de um reconhecimento mais do que merecido. E Scola, que por sua vez renovaria o pensamento da Igreja Católica, reúne e interroga os dois primeiros. Publicada pela primeira vez em português, esta obra permite-nos aceder ao texto inédito e integral dessas duas conversas de uma elevação única no nosso tempo, que aliam ciência e elegância, rigor e liberdade, profundidade e simplicidade. Estamos, portanto, perante um documento excecional com testemunhos fundamentais sobre a recetividade do Concílio Vaticano II e o estado da Igreja da autoria de três das maiores figuras do Catolicismo no século XX.»
Ao cruzar a ponte. Testemunhos de uma Igreja aberta a todos José Manuel Horcajo «Este livro dá-nos a conhecer mendigos, toxicodependentes, budistas, diretores de bancos, professores de Filosofia, mães adolescentes, desportistas… Ao passear pelos misteriosos caminhos dum bairro, descobrimos algo surpreendente: o que aconteceu para que um antigo mendigo da rua seja hoje um evangelizador ardente? Como se converte um alcoólico tão triste num santo feliz? (...) Estas páginas desafiam-nos a atravessar a ponte que nos une aos outros, aos que consideramos aleijados, àqueles de quem nos custa cuidar, aos que a nossa sensibilidade afasta, aos que nos parecem perdidos, àqueles que não gostaríamos que nos metessem em nossa casa, aos que nos dão pena mas pelos quais nada fazemos ao passar ao seu lado. O mistério do outro está à nossa espera. Falta-nos dar o primeiro passo.» Livro em formato eletrónico.
A santificação do trabalho: O ideal da excelência numa perspetiva cristã Ives Gandra Martins Filho «Inspirada nos ensinamentos de São Josemaria Escrivá (1902–1975), esta obra mostra como o quotidiano profissional e familiar pode tornar-se caminho de santidade e de verdadeira felicidade. (...) O leitor é convidado a descobrir um programa de vida que une excelência técnica, o trabalho bem feito, e excelência ética o crescimento moral e espiritual da pessoa. (...) Mais do que um manual de espiritualidade, é um guia prático e inspirador que mostra como cada gesto profissional, cada esforço de dedicação e cada relação construída podem aproximar-nos de Deus e dos outros. Uma leitura essencial para quem deseja viver a fé no mundo do trabalho e transformar o ordinário em extraordinário.»
Cântico das Criaturas, Cântico do Irmão Sol Isidro P. Lamelas, Mário Linhares (coords.) O livro é o resultado de um estudo exaustivo sobre o poema "Cântico das Criaturas"), coordenado por Isidro P. Lamelas na componente escrita e por Mário Linhares na parte artística. Conta ainda com a colaboração de Sara Amado, que realizou uma série de trabalhos em tecido, e de duas partituras originais, criadas propositadamente para este projeto, da autoria de Paula da Costa Ferreira e de Alfredo Teixeira.
Quer ser curado? Ensaio de terapia espiritual João António Pinheiro Teixeira «Num tempo em que a saúde parece resumir-se ao corpo, este livro recorda-nos que somos mais do que matéria: também espírito, também relação. "Quer ser curado?" é um ensaio de terapia espiritual que mostra como a fé, a oração e a escuta podem transformar as nossas feridas mais íntimas em caminhos de cura e esperança. João António Pinheiro Teixeira parte da convicção de que «é o amor que cura a vida» e conduz o leitor por um itinerário onde a depressão, a pressa, a ansiedade, a frieza ou a falta de esperança são tratadas não apenas como males modernos, mas como oportunidades de encontro com Deus que salva. Não se trata de um manual de autoajuda, mas de uma proposta exigente e consoladora: deixar-se cuidar pelo Deus que cura. Um livro que interessa a quem sofre, a quem acompanha, a quem crê… e até a quem ainda duvida.»
Teorbas brancas Joaquim Félix de Carvalho «As homilias então se propõem igualmente a isso: escutar, algo tão fundamental sobretudo em uma Igreja que se deseja sinodal, como propôs o Papa Francisco. A escuta inclusive da multidão anónima, dos dizeres dissonantes pode ajudar a descobrir os rastros de Deus. A grande poeta brasileira Adélia Prado escreve em um de seus poemas: "A poesia é o rastro de Deus na brutalidade das coisas". Nessa brutalidade anônima e dissonante vai ressoar a pergunta branca, que as teorbas brancas vão escutar e responder (Maria Clara Bingemer).»
Jesus e os discípulos no Evangelho de São Marcos P. Ricardo Neves «A partir de um conjunto seleto de passos do Evangelho de São Marcos, o padre Ricardo Neves, cedo levado para a casa do Pai, esboça o perfil do discípulo: como deve ser aquele que segue Jesus? Quais as condições, conteúdo e propósito desse seguimento, vocação universal de todo o cristão? Nestes apontamentos para um retiro pregado às Auxiliares do Apostolado, o padre Ricardo detém-se com grande sensibilidade espiritual sobre a natureza do discipulado, procurando entendê-lo como Jesus o entendia. Delineia-se assim a imagem interpeladora do cristão comprometido, com Cristo e, por isso, com o mundo. No final de cada capítulo, alguns pontos de oração, muito concretos, ajudam a converter o coração.»
Das esperanças à Esperança. Os rostos da esperança bíblica David Palatino «"Estai sempre dispostos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la peça", recomendava Pedro aos primeiros cristãos. Em dez curtos capítulos, o padre David Palatino, biblista, expõe, numa linguagem clara, a maneira como o tema da esperança foi sendo amadurecido pelos autores sagrados até receber o seu sentido propriamente cristão, indissociável da figura de Jesus e da promessa da ressurreição. Num percurso que atravessa, como que em staccato, o conjunto dos livros bíblicos, o leitor é convidado a penetrar mansamente no "mistério da segunda virtude", redescobrindo a sua força vital e salvífica.»
A palavra amiga. No rasto da voz de Jesus Giovanni Grandi «"A vós chamei-vos amigos" (Jo 15,15). Giovanni Grandi, filósofo, reflete neste livro sobre o que significa pensar a relação com Cristo sob o signo da amizade. Esta pressupõe sempre, latente, a expectativa do reencontro ou, pelo menos, de uma comunicação continuada. A tese que aqui se esboça é justamente a de que Jesus nos continua a falar nos nossos discernimentos: por entre as vozes que ressoam no nosso parlamento interior, o ouvido atento surpreenderá a dele, a palavra amiga que se destaca das demais. Com base em São Tomás, adiantam-se aqui algumas características que podem ajudar a identificar essa palavra que salva, esse sussurro do Espírito. Jesus não nos desampara.»
Leão XIV Mario Escobar «"Leão XIV" é um retrato lúcido e revelador do novo pontífice e dos desafios que a Igreja Católica enfrenta no século XXI: a crise de fé no Ocidente, as tensões doutrinais internas, a relação com as novas gerações e as questões sociais mais prementes. Com uma escrita envolvente, o historiador Mario Escobar explora a figura de Prevost, a sua visão pastoral e a sua capacidade para liderar uma Igreja fraturada entre tradição e modernidade. Conseguirá Leão XIV quebrar silêncios antigos e abrir o debate sobre o papel da mulher, o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou os abusos encobertos? Será capaz de construir pontes entre culturas e credos num mundo cada vez mais polarizado?»
Cânticos do Cânticos - 800 anos do "Cântico das Criaturas" - Antologia poética Ruy Ventura (org.) «Antologia poética em que participam quarenta poetas, nos 800 anos do "Cântico das Criaturas", de Francisco de Assis. Certo dia, "o bem-aventurado Francisco chama o irmão e diz-lhe: 'Traz-me papel e tinta, porque desejo escrever palavras do Senhor e os louvores que meditei em meu coração'. Tendo recebido o que pedira, escreveu pelo seu punho os louvores de Deus e as palavras que entendeu […]". Entregou-as a Frei Leão. Chegaram até nós, numa incessante cadeia de acolhimento, de transmissão e de sentido.»
A bela história de Carlo Acutis Jean-Baptiste, Marie Maillard «Quem era Carlo Acutis? Um rapaz alegre e entusiasta, um adolescente italiano aparentemente igual aos outros. Gostava de animais, de futebol com os amigos, de videojogos... E falava constantemente do seu maior amigo: Jesus! Este livro apresenta 20 relatos autênticos de momentos marcantes da vida de Carlo, dando a conhecer este jovem que morreu em 2006 vítima de uma doença fulminante. Beatificado pela Igreja Católica em 2020, é canonizado em 2025.»
Esta é a hora do amor! Primeiros textos e alocuções Leão XIV «A 8 de maio deste ano, Robert Prevost foi eleito papa, tomando o profético nome de Leão XIV. Enquanto missionário e pastor, esteve sempre próximo do seu povo, mas longe dos holofotes; não havia, pois, como adivinhar para onde conduziria a Igreja após o marcante pontificado de Francisco. Passados dois meses sobre a sua escolha para a Sé de Pedro, e após mais de meia centena de intervenções públicas, é já possível identificar as grandes preocupações de Leão XIV, quais os seus sonhos para a Igreja. O novíssimo papa tem-se multiplicado em apelos à paz e à unidade, mas também já falou com eloquência e profundidade acerca da família, da sinodalidade, do discernimento e da vocação sacerdotal, temas que se anunciam centrais no futuro próximo da Igreja. Esta antologia é uma oportunidade única, praticamente inédita até a nível internacional, de contactar em primeira mão com o pensamento e espiritualidade do Santo Padre.»
Surpreendidos pela esperança. Caminhar juntos à luz da Palavra Timothy Radcliffe «Não é fácil ser Igreja sinodal: a conversão de estruturas e mentalidades a que o novo paradigma convida não é expectável que aconteça no imediato. O Sínodo sobre a Sinodalidade foi, porém, um momento precioso de fermentação de uma Igreja nova. Timothy Radcliffe, nas meditações pregadas aos membros do Sínodo aqui compiladas, bem como nas reflexões posteriores que acrescentou a este volume, desafia-nos a transformar as nossas grelhas de leitura, descartando os alçapões mediáticos: o Sínodo foi essencialmente um momento de abertura dos corações, uma educação no silêncio, uma tomada de consciência da imperiosa necessidade que temos uns dos outros. Só caminhando juntos, na reciprocidade de dons, vocações e culturas, podemos anunciar convincentemente o Ressuscitado ao mundo.»
O encontro que acende a esperança Luigi Giussani «O ser humano é habitado por um desejo irrefreável de felicidade. Aspiramos à verdade, à beleza, ao amor. E, todavia, o mais das vezes, vivemos em traição aberta desses nossos anelos mais profundos, por nada nas nossas vidas parecer estar à sua altura. Luigi Giussani, fundador do movimento Comunhão e Libertação, parte justamente deste dado existencial para, nos textos reunidos neste pequeno volume, propor um caminho de conversão. Trata-se, no fundo, de reconhecer que esse desejo imenso que nos habita nos foi dado justamente por Aquele que o pode saciar. Mais tarde ou mais cedo, com maior ou menor dramaticidade, intuimo-Lo arrebatadoramente; o desafio é, depois, permanecer fiel à memória desse encontro e às exigências e promessa nele implícitas. Sobre essa experiência transformadora, sobre essa tangente que o infinito faz ao finito, cresce, segura, a esperança cristã.»
Uma Concordata para o século XXI. No 20.º Aniversário da Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa 2004-2024 Manuel Saturino da Costa Gomes, João Amaral Vergamota (coord.) «Celebrar a Concordata assinada entre a Santa Sé e Portugal, a 7 de maio de 1940, no contexto de um mundo em guerra, é mais do que um momento histórico. Celebrar a data inscreve-a no fluir da história, mas o momento é mais do que um olhar sobre o passado, creio-o como um momento com ambição de futuro, que consagra a autonomia de duas ordens distintas, a Igreja Católica e a República Portuguesa, e projeta um devir de convivência respeitadora.»
Coração indiviso. Missão e virgindade em Carmen Hernández Josefina Ramón Berná «Carmen Hernández, coiniciadora (com Kiko Argüello) do Caminho Neocatecumenal, ilustrou com a sua vida o programa que dá título à presente obra: nela, missão e virgindade uniram-se num coração indiviso, enamorado de Cristo. Falamos de uma virgindade vivida em total gratuidade, na segurança do amor daquele que a seduziu; uma virgindade que fez de Carmen uma mulher escatológica. O seu exemplo pode iluminar não só as raparigas que sentem a mesma vocação, mas também todos os jovens, os seminaristas, os padres, e até namorados e noivos. É originalíssima a relação que nestas páginas se esboça entre a maternidade de Deus e o perdão dos pecados, bem como a exploração fecunda que se faz do tema da paternidade virginal de Deus Pai, manifestada em Maria. Este é um livro que certamente virá a ser uma ajuda para toda a Igreja.»