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Open House Lisboa desvenda arquitetura religiosa antiga e contemporânea

O convento de S. Domingos, a igreja de Santa Isabel, a capela de Santo Amaro e o museu do Azulejo são alguns dos espaços que o público pode conhecer em detalhe, com a ajuda de especialistas, durante a 8.ª edição do Open House Lisboa, que decorre este sábado e domingo.

Com projeto de Paulo Providência e José Fernando Gonçalves, o convento de S. Domingos (2005), que compreende igreja, centro cultural e área residencial, foi «desenhado sobre as dimensões e expressões do corpo humano, bem como da simbologia e do uso de residência e templo dominicanos».

De acordo com os projetistas, o edificado «é um projeto de influência moderna — que lembra espaços do Convento de La Tourette — e de sensível detalhe construtivo, patentes na escolha e desenho do betão à vista, dos painéis de cobre, da madeira maciça e das serralharias em aço».

O arquiteto João Alves da Cunha orienta duas visitas guiadas, este sábado, às 10h00 e 11h00, e José Gonçalves, no domingo, às 16h00. A cada 30 minutos, um voluntário acompanha os visitantes, no sábado das 10h00 às 14h00, e no domingo entre as 14h00 e as 18h00.



Templo de peregrinação e origens lendárias, as suas localização e vistas sobre o rio foram preservadas pela escadaria e pelo terreiro



Carlos Mardel assinou o traço da igreja de Santa Isabel, no século XVIII, tendo-se seguido intervenções de António Freitas Leal e Diogo Lino Pimentel (1960), e Michael Biberstein (2013), que imaginou um novo teto, «um céu de 800 metros quadrados, pintado sobre a nave única da igreja, fruto do encontro entre várias pessoas e realizado a várias mãos».

No sábado, pelas 15h00, o arquiteto João Appleton dirige uma visita guiada. A cada meia hora um voluntário orienta os participantes, no sábado (10h00-22h00), e domingo (10h00-18h00), exceto durante as celebrações (sábado, 19h00-20h00, domingo, 11h00-12h00).

A capela de Santo Amaro, de Diogo de Torralva (1549), com intervenção de Gonçalo Ribeiro Telles (1960) é um «edifício único em Lisboa pelo desenvolvimento de planta centralizada em período renascentista», tendo sido desenhada pelo autor do claustro do convento de Cristo, em Tomar.

«Explorada por via da tratadística italiana, a erudição arquitctónica de toda a composição espacial e geométrica coloca o lugar de oração no centro, enquanto espaço cilíndrico encerrado por cúpula e lanternim simples. Templo de peregrinação e origens lendárias, as suas localização e vistas sobre o rio foram preservadas pela escadaria e pelo terreiro, que também serve de miradouro», lê-se na página do Open House.



O Open House, evento internacional do qual fazem parte mais de 40 cidades em vários pontos do globo, consiste em visitas guiadas gratuitas, acompanhadas por peritos ou voluntários, ou em regime livre, que «dão a conhecer de perto e por dentro a melhor arquitetura»



Os peritos Maria Ana Cunha e Carlos Bolacha conduzem uma visita no sábado (16h00), e domingo (13h00). As visitas livres são acompanhadas todos os 30 minutos por um voluntário, e podem ser realizadas nos dois dias, das 11h00 às 17h30.

O edifício ocupado pelo Museu Nacional do Azulejo começou a ser construído no século XVI «começou por ser um templo manuelino, foi transformado por várias campanhas artísticas, sobretudo sobre o barroco e rococó, e foi também parcialmente danificado pelo terramoto. A igreja é um espaço faustoso com abundante trabalho em talha dourada e pintura que se soma a painéis de azulejos de grande escala, pintados em azul sobre branco».

A especialista Carla Abreu Lobo revela o espaço aos visitantes no sábado e no domingo, às 11h00. Um voluntário está disponível para acompanhar o percurso, uma vez por hora, das 10h00 às 17h30. Todas as visitas aqui apresentadas têm a lotação máxima de 25 pessoas.

O Open House, evento internacional do qual fazem parte mais de 40 cidades em vários pontos do globo, consiste em visitas guiadas gratuitas, acompanhadas por peritos ou voluntários, ou em regime livre, que «dão a conhecer de perto e por dentro a melhor arquitetura».

Comissariada por Patrícia Robalo, e com a inclusão de cerca de 50 espaços, a maioria sem necessidade de reserva prévia para visita, a iniciativa é organizada pela Trienal de Arquitetura de Lisboa, «organização sem fins lucrativos cuja missão é investigar, dinamizar e promover o pensamento e a prática da arquitetura».


 

Texto e imagem: Rui Jorge Martins
Publicado em 17.09.2019

 

 

 
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