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Papa Francisco e Átrio dos Gentios inspiram ciclo de cinema sobre “Periferias”

A atenção às pessoas e fenómenos que estão longe do centro, que ganhou relevância na Igreja a partir da eleição do papa Francisco, e o diálogo entre crentes e não crentes são os inspiradores de um ciclo de curtas-metragens, acompanhadas de debate, que começa hoje em Coimbra.

A iniciativa, organizada pelo Seminário Maior, «procura ser mais um contributo na construção» da cidade, refere a instituição, que com este projeto reitera a aposta em abrir-se à população.

«Não queremos ser apenas mais um olhar entre outros, mas um olhar específico – o olhar cristão. Por um lado, queremos projetar esse mesmo olhar para fora de portas, possibilitando que mais pessoas possam aceder ao que de melhor a Igreja produz em pensamento e cultura», sublinham os organizadores.

O Seminário pretende também trazer para dentro da sua comunidade «novas provocações e novas inquietações», que façam «repensar sentidos e horizontes», concretizando «uma espécie de “átrio dos gentios” sonhado pelo papa Bento XVI e tantas vezes concretizado no magistério do papa Francisco».

A programação circula em torno do tema “Periferia”, que tem sido destacada pelo papa nas dimensões «geográficas, sociais e existenciais», e que se refere não apenas às realidades distantes do centro, porque também neste se podem descobrir periferias.

«Neste ciclo de curtas-metragens queremos ir ao encontro de algumas periferias, queremos pensar as periferias que habitam a cidade, a comunidade, a cultura, o corpo, o território e a nossa realidade interior», assinala o Seminário.

As sessões, às segundas quartas-feiras de cada mês, começam às 21h21 e terminam às 23h00, com 45 minutos de projeção (tempo máximo) e a mesma duração do diálogo (mínimo).

O filme vencedor do Óscar para melhor curta-metragem de animação em 1988, “O homem que plantava árvores”, de Frédéric Back (30’), abre o ciclo, seguindo-se um debate sobre “Biodiversidade, clima e reflorestação”, com Pedro Bingre.

“Roda no ar”, de Henrique Manuel Pereira (2017, 31’), é a proposta para 10 de abril, com a participação do cineasta e do médico e psiquiatra Carlos Saraiva, que convidará ao diálogo a partir do tema “Corpo, sofrimento e esperança”.

A 8 de maio, é a vez de “Arena”, realizado por João Salaviza (2009, 15’), vencedor da Palma de Ouro no festival de Cannes, na categoria de curtas, que serve de introdução ao tema “Liberdade e prisões que nos habitam”, com Laborinho Lúcio, ex-ministro da Justiça.

“A rua da estrada” (Graça Castanheira, 2012, 26’), com a participação de Álvaro Domingues, é a proposta para 12 de junho, estando ainda por confirmar a projeção e o debate de 10 de julho.

Em setembro de 2018, o Seminário de Coimbra mostrou-se num dos centros comerciais da cidade, com um concerto, uma exposição de fotografia e diálogos, com o objetivo de expor o que é, o que faz, a arte que tem e as atividades que realiza.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: peregrino27 | D.R.
Publicado em 13.03.2019

 

 

 
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