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Papa lembra «tragédia mundial» de quem perdeu trabalho ou não consegue encontrá-lo

O papa pediu hoje, no Vaticano, a intercessão de S. José Operário, «humilde trabalhador de Nazaré», que a Igreja católica evoca no primeiro dia de maio, pelas pessoas desempregadas, e frisou que Deus não é invejoso do humano, não é o autor do mal nem se diverte a lançar tentações, e que, ao contrário do que muitos pensam, o diabo existe.

Na saudação aos peregrinos de língua italiana, Francisco orou para que S. José «sustente o sacrifício daqueles que trabalham pelo bem, e interceda por quantos perderam o seu trabalho ou não conseguem encontrá-lo», dramas que qualificou de «tragédia mundial».

Antes, na reflexão proferida na audiência geral semanal, o papa vincou que Deus não é «o protagonista das tentações que se abatem sobre o caminho do ser humano», como se estivesse «emboscado para estender insídias e armadilhas aos seus filhos».

Essa interpretação «está longe da imagem de Deus» que Jesus revelou, e por isso «os cristãos não lidam com um Deus invejoso, em competição com o ser humano, ou que se diverte a pô-lo à prova», vincou.

Prosseguindo a reflexão das semanas anteriores sobre a oração do Pai-nosso, Francisco centrou-se sobre a penúltima das suas petições, «não nos deixeis cair em tentação», com a qual o orante entra «no vivo do drama», ou seja, no terreno do confronto entre a liberdade individual e os ardis do maligno.

Com efeito, Deus «não é o autor do mal, a nenhum filho que pede um peixe dá uma serpente», e quando o mal emerge na vida do ser humano, Ele «combate ao seu lado, para que daquele possa ser libertado. Um Deus que combate sempre por nós, não contra nós. É o Pai! É neste sentido que nós rezamos o Pai-nosso».

«A provação e a tentação estiveram misteriosamente presentes na vida do próprio Jesus. Nesta experiência, o Filho de Deus fez-se completamente nosso irmão, numa maneira que quase toca o escândalo», apontou.

«Se somos tentados a fazer o mal, negando a fraternidade com os outros e desejando um poder absoluto sobre tudo e todos, Jesus já combateu por nós esta tentação», acrescentou.

Francisco lembrou que «muita gente» se pergunta por que é se fala do diabo, «coisa antiga», já que, para essas pessoas, ele «não existe»; e contrapôs: «Olha o que te ensina o Evangelho. Jesus confrontou-se com o diabo, foi tentado por Satanás. Mas Jesus recusa toda a tentação e sai vitorioso».

A catequese foi concluída com uma prece: «Afasta de nós, ó Deus, o tempo da provação e da tentação. Mas quando esse tempo chegar para nós, Pai-nosso, mostra-nos que não estamos sós, que o Cristo já tomou sobre si também o peso dessa cruz, e nos chama a levá-la com Ele, abandonando-nos, confiantes, ao amor do Pai».








 

Rui Jorge Martins
Fonte (texto e imagem): Sala de Imprensa da Santa Sé
Publicado em 01.05.2019

 

 
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