

Santiago Calatrava Valls, arquiteto, designer, engenheiro, escultor e pintor de origem espanhola é uma das personalidades que o papa Francisco nomeou hoje para a Pontifícia Insigne Academia das Belas Artes e Letras dos Virtuosos do Panteão.
Calatrava (n. 1951) tornou-se conhecido do grande público em Portugal pelo projeto da Gare do Oriente, um dos ícones da Expo 98, em Lisboa, e é consultor do Conselho Pontifício da Cultura.
O papa nomeou também, para a mesma Academia, os italianos Marco Tirelli (Classe dos Pintores e Cineastas), Giuseppe Penone e Elisabetta Benassi (Classe dos Escultores), P. Antonio Spadaro, SJ, Alessandro D’Avenia e Andrea Moro para a Classe dos Literatos e Poetas.
A Academia, uma das sete do Vaticano, cuja origem remonta ao século XVI (foi reconhecida pelo papa Paulo III em 1542), rege-se por estatutos aprovados em 1995, tendo como um dos objetivos promover a elevação espiritual dos artistas, em parceria com o Conselho Pontifício da Cultura.
O organismo do Vaticano visa também favorecer o estudo, o exercício e o aperfeiçoamento das Letras e Belas Artes, com particular destaque para a literatura de inspiração cristã e a arte sacra em todas as suas expressões.
Além de valorizar o seu trajeto histórico, a Academia pretende «promover novamente, com os materiais e os métodos inovadores da criatividade de hoje, os valores humanísticos, espirituais e metafísicos que sempre fizeram parte da missão artística e do empenho da Igreja católica, mas que são também próprios da arte de todos os tempos».
Os «virtuosos» são escolhidos pelo papa entre personalidades de todas as nações que alcançaram o prestígio no exercício da sua arte, e que são reconhecidas pelo «reto sentir e moral operar», lê-se na página da instituição.
As cinco classes que compõem a Academia – Arquitetos, Pintores e Cineastas, Escultores, Músicos e Cultores das Artes, Literatos e Poetas – são compostas por mais de meia centena de membros.