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Papa visita exposição de fotografia sobre tráfico humano

O papa vai visitar esta sexta-feira, 10 de maio, no Vaticano, uma mostra fotográfica por ocasião dos 10 anos da rede mundial de vida consagrada Talitha Kum, dedicada à luta contra o tráfico de pessoas.

A exposição “Nuns healing hearts” toma o nome de uma campanha que procura mostrar uma realidade muitas vezes escondida, a par dos esforços, sofrimentos e alegrias das religiosas envolvidas no trabalho.

«O que desejo transmitir através destas imagens é o poderoso trabalho que as irmãs de Talitha Kum estão a fazer em todo o mundo na primeira linha contra a escravidão», declarou a autora das imagens, Lisa Kristine.

Para a fotógrafa norte-americana, «o mais importante do projeto foi trabalhar em estreito contacto com as irmãs, e fazer a experiência de como trabalham incansavelmente e humildemente, muitas vezes com escassos recursos, para ajudar aqueles que se encontram em situação de maior necessidade», e que a ONU estima serem 45 milhões de pessoas.

Entre os trabalhos de Lisa Kristine incluem-se séries fotográficas sobre culturas indígenas e problemas sociais, como a escravatura, em mais de uma centena de países.

Francisco será acompanhado na visita pelas cerca de 850 religiosas de 80 países que estão a participar, desde o dia 6, na assembleia plenária da União Internacional das Superioras Gerais.

A exposição será depois transferida para a sede da instituição, em Roma, onde ficará até 10 de julho. As imagens ficarão mais tarde disponíveis em formato digital.

Com o nome extraído da expressão em aramaico atribuída a Jesus no Evangelho de Marcos (5, 41), traduzida por «menina, eu te digo, levanta-te», Talitha Kum é uma rede de redes promotoras de iniciativas contra o tráfico de pessoas.

O Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Seres Humanos, iniciativa impulsionada pelo papa Francisco e confiada às religiosas da rede Talitha Kum, assinala-se a 8 de fevereiro, data em que a Igreja católica evoca a memória de Santa Josefina Bakhita, sudanesa traficada e escravizada que consagrou a vida a Cristo.

«Deixai que o diga, se há tantas jovens vítimas do tráfico que acabam nas estradas das nossas cidades, é porque muitos homens aqui — jovens, de meia idade, idosos — procuram estes serviços e estão dispostos a pagar para o seu prazer. Então pergunto-me, são deveras os traficantes a causa principal do tráfico? Eu penso que a causa principal é o egoísmo sem escrúpulos de tantas pessoas hipócritas do nosso mundo. Mas é claro, prender os traficantes é um dever de justiça. Mas a verdadeira solução é a conversão dos corações, acabar com a procura para esgotar o mercado», declarou o papa em fevereiro de 2018.

A Igreja «pretende intervir em cada fase do tráfico dos seres humanos: quer protegê-los do engano e da sedução; quer encontrá-los e libertá-los quando são transportados e reduzidos em escravidão; quer assisti-los quando forem libertados. Com frequência as pessoas que foram aprisionadas e maltratadas perdem a capacidade de ter confiança nos outros, e a Igreja é com frequência a última âncora de salvação», acrescentou.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: © Lisa Kristine
Publicado em 08.05.2019

 

 

 
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