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“Rosário dos ciclistas” feito com correntes de bicicletas dá força aos atletas – e sem “doping”

Quando o beato italiano Bartolo Longo (1841-1926) definia o rosário como «a doce corrente que nos reata a Deus», não tinha em mente a corrente da bicicleta. Por ocasião da partida da Volta à Itália em Bicicleta (“Giro”), que decorreu no sábado em Bolonha, o departamento de desporto da diocese produziu mil exemplares de um verdadeiro “Rosário do Ciclista”.

Em lugar dos tradicionais grãos, os pernos que, dois a dois, formam as cinco partes da coroa. No topo, uma medalha que evoca o perfil da basílica de S. Lucas, ponto de chegada da primeira etapa da competição, e um dos lugares mais queridos dos bolonheses, devotos da Senhora com o Menino desde que, segundo a tradição, pôs fim, em 1433, a um longo período de chuva que ameaçava as colheitas.

O “Rosário do Ciclista” é fruto de uma ideia do P. Massimo Vacchetti, responsável pela pastoral do desporto na diocese: «Há sete anos, quando estava em retiro com os jovens da minha paróquia, um ciclista de Faenza aproximou-se para conversar comigo, e ofereceu-me alguns exemplares de um rosário realizado a partir das correntes da bicicleta. Fazia-as ele, sensibilizou-me muito. Assim, uma vez anunciada a partida do “Giro d’Italia” de Bolonha, recordei-me», contou.

Graças à ajuda de um amigo, ferreiro de profissão, o P. Massimo e a sua equipa puseram mãos à obra, para um projeto que se destina a apoiar o santuário. Dentro do Rosário, uma mensagem propõe uma leitura “espiritual” do ciclismo: «O Rosário é uma oração, e a oração custa esfoço. É um pouco como uma escalada. Ave-Maria após Ave-Maria, uma pedalada após outra. Uma repetição necessária que algumas vezes nos faz claudicar. Quem chega ao fim, porém, rejubila, porque não só levou ao cumprimento uma viagem, mas ao longo do percurso viu, com os olhos, o Mistério de Cristo».

A produção do Rosário foi mais difícil do que o previsto, explicou o sacerdote, porque para a tornar mais “macia” corre-se o risco de a danificar ligeiramente. Mas talvez, mais do que um limite, os pequenos defeitos de fabrico aproximam ainda mais o “Rosário do Ciclista” da vida do cristão e do esforço de quem pedala em subida.

Cem exemplares foram encomendados pela secção de Bolonha da União Ciclista Internacional, organismo responsável pela tutela do desporto, outros serão adquiridos por campeões e apaixonados deste desporto.


 

Lorenzo Galliani
In Avvenire
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Imagem: D.R.
Publicado em 15.05.2019

 

 
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