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Sem Pastoral da Cultura, ação da Igreja está em causa, afirma bispo

O bispo que preside à Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais pediu esta quarta-feira aos responsáveis pela Pastoral da Cultura que mobilizem as suas dioceses para um setor imprescindível para a missão da Igreja na sociedade, e sugeriu como uma das possíveis inspirações para o futuro a retoma do diálogo entre crentes e não crentes.

«Sem uma Pastoral da Cultura tudo o resto está posto em causa, porque é a cultura que nos envolve e enforma», acentuou D. João Lavrador, ao abrir o 14.º Encontro Nacional de Referentes, que decorreu através da internet, com a participação de Lídia Jorge.

O prelado, bispo de Angra, apelou a que cada pessoa, «como referente, possa junto de outros que façam parte de uma pequena equipa sensibilizar a sua diocese para uma realidade que é tão ampla, mas tão importante, como é a Pastoral da Cultura».

Os Encontros de Referentes servem «para abrir caminho», assinalou D. João Lavrador, que destacou o papel da Igreja católica, «não só histórico, mas também no presente», consciente de que tem o «dever de participação em ordem ao futuro».

«Somos colaboradores» e «precisamos de nos colocar nas fileiras de quem vai construir uma nova humanidade», alicerçada em «valores verdadeiramente humanos», que pode resultar da pandemia, acentuou o responsável, depois de frisar que a cultura «tem de integrar a vertente da espiritualidade».



Entre as linhas de ação comum que se, eventualmente, se poderão vislumbrar está o «incentivo» a uma dinâmica inspirada no “Átrio dos gentios”, que se traduza na «reflexão» sobre como a Igreja «entra», «provoca e desafia o pensamento»



Além da novidade de este ter sido a primeira iniciativa do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura com a participação através da internet, este Encontro de Referentes distingue-se também por se dividir em duas partes, que até agora se concentravam numa só sessão.

A informação que os Referentes transmitem das suas atividades e projetos vai decorrer proximamente, também através da internet, não só para enriquecimento dos agentes pastorais, mas também para conseguir «um pouco mais de coordenação» entre eles.

Entre as linhas de ação comum que se, eventualmente, se poderão vislumbrar está o «incentivo» a uma dinâmica inspirada no “Átrio dos gentios”, plataforma de diálogo entre crentes e não crentes, que se traduza, nomeadamente, na «reflexão» sobre como a Igreja «entra», «provoca e desafia o pensamento» contemporâneo.

O responsável desafiou os participantes à retoma das iniciativas no domínio da Pastoral da Cultura, com vista a «abrir para novas perspetivas», tendo em consideração que há «muito caminho a fazer».

Referindo-se a Lídia Jorge, o prelado destacou que é uma escritora que «se interroga sobre a vida, quer encontrar o seu sentido e está muito preocupada com tudo o que é a realidade da cultura».

D. João Lavrador desejou sucesso à escritora quer nas atividade literária, como também enquanto nova conselheira de Estado: «Para nos ajudar a todos, como povo, a encontrarmos os melhores caminhos».


 

Rui Jorge Martins
Imagem: Aliaksandr Antanovich/Bigstock.com
Publicado em 29.04.2021

 

 
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