
Jesus Cristo: Boa Nova para um Mundo Novo
Retomando as palavras de S. Jerónimo, o Bispo de Viseu começa por lembrar que “a ignorância das Escrituras é ignorância do próprio Cristo”, para, de seguida, convidar os cristãos “a ler, a escutar, a rezar e a viver a Palavra de Deus, ao longo destes três próximos anos e procurar todos os meios para A anunciar”.
Citando Bento XVI, D. Ilídio refere que a par de um “ateísmo antropocêntrico”, “propõem-se-nos todos os dias, sob as formas mais diversas, uma civilização de consumo, o hedonismo erigido em valor supremo, uma ambição de poder e de predomínio, discriminações de todo o género, enfim, uma série de coisas que são outras tantas tendências inumanas desse «humanismo»”.
Apesar destes “sérios e grandes desafios” à fé cristã, o Prelado lamenta que, aparentemente, "os cristãos têm pouca apetência para os compromissos concretos e lugares próprios onde se joga o presente e o futuro da sociedade humana!... Ou, talvez aconteça que, inseridos neles, fazem uma impossível separação entre as diversas áreas do empenhamento cristão e esquecem a Palavra, esquecendo, de seguida, a ética e os valores!”. A evangelização exige “presença, serviço, diálogo, testemunho, anúncio, sacramentos”. E, nesse sentido, “faz falta, também, um maior conhecimento e aprofundamento da Mensagem Social da Igreja”. Interiorizar e assumir estas prioridades é fundamental para se "estar mais perto do mundo e das pessoas, da cultura e das escolas, dos tempos livres e das escolhas culturais, sociais e políticas".
Para que a Bíblia, “conjunto de belas cartas que Deus foi escrevendo aos homens”, chegue a todos e produza frutos de conversão pessoal e comunitária, D. Ilídio evoca a Dei Verbum para sublinhar que é necessário “que todos os clérigos, sobretudo os sacerdotes e todos os que, como os diáconos e catequistas, se consagrem legitimamente ao ministério da palavra, leiam e estudem com assiduidade as Escrituras, para não se tornarem «pregadores vazios e superficiais da palavra de Deus, por não a escutarem interiormente»”.
Além dos tradicionais métodos de meditação e de estudo – “grupos de leitura bíblica, cursos de formação cristã, escolas de oração, experiências de lectio divina, concursos bíblicos, leitura da Bíblia em família” – o Bispo apela à “realização de projectos pastorais criativos e com ofertas de novidade e de desafios para as novas gerações, a ocuparem e a responderem com prontidão às ofertas dos novos meios técnicos, quer nos mass media quer noutras ofertas de reflexão ou de debate e na utilização das novas tecnologias”. Isto porque “Deus não quer ser excluído do mundo moderno nem dos palcos da história e da cultura actuais”. D. Ilídio lembra que “devemos estar bem conscientes de que Cristo é necessário e, de todo, insubstituível, na nossa história, na nossa cultura e na vida actual da humanidade”.
A evangelização exige a criação de uma “pastoral de proximidade, de relação pessoal e de acolhimento, onde cada pessoa sente que é respeitada, acolhida e escutada e que é aceite na sua individualidade e diferença”. De modo a “permear em profundidade a sociedade e a cultura através do testemunho dos valores evangélicos”, é preciso estabelecer objectivos e métodos de trabalho, sem esquecer a formação e valorização dos agentes.
Este percurso trienal em torno da escuta e do anúncio da Palavra de Deus tem como perspectiva "a preparação do Sínodo Diocesano, a viver de 2010-2011 a 2015-2016”.
Leia aqui o texto completo da Carta Pastoral.
© SNPC - Publicado em 01.10.2007
Topo | Voltar | Enviar | Imprimir
![]()
