
Homenagem a Mário Cesariny
“eu sou a terceira meia noite dos dias que começam”, são palavras como dourados inscritos na noite ou lanternas na passagem, que o poeta pintor nos deixou.
jnm
“Muitos tempos no tempo único da pintura-poesia, todos sinalizando a mesma verdade essencial de comunicação de um outro conhecimento do mundo.
Esta dimensão propriamente mágica, ou sagrada, que é o que falta em muita da arte contemporânea e moderna, é aquilo que nesta obra se procura. Por isso é que mais acima se citou Paul Klee, que também da pintura esperava a revelação que tornaria visível o que antes parecia invisível. Arte de nos transportar através do próprio fenómeno da transfiguração.
Mário Cesariny não procurou, ao longo de mais de cinquenta anos, senão isto.”
Bernardo Pinto de Almeida, Mário Cesariny, Ed. Caminho, p. 21.
"Passo os dias em casa a pintar ou a fazer buracos na parede, a mudar os quadros de um lado para o outro. Mas não se esqueça que para mim a pintura é a denúncia do desespero, que permite criar os dias, as noites, segundo a forma, as cores e o acaso. É a minha forma de denunciar este Mundo que está nas mãos de loucos, de uma loucura perversa, porque quem manda no Mundo é a máfia, os narcotraficantes que compram bancos, como eu compro uma caixa de fósforos...".
Mário Cesariny

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