
É necessário integrar cultura e fé
No termo da visita “ad limina” dos bispos do Benim, o Santo Padre encorajou os prelados daquele país da costa ocidental africana a continuar a defender e a proclamar a justiça e os direitos humanos, bem como a trabalhar para uma devida integração da fé com a cultura.
Bento XVI sublinhou a necessidade de estimular os melhores aspectos da tradição local e rejeitar os elementos perniciosos. Neste sentido, os fiéis devem ser formados convenientemente, de modo a que possam fazer julgamentos correctos sobre os comportamentos que são compatíveis com a sua fé.
A integração da cultura nativa e da tradição eclesial devem igualmente influenciar as liturgias, que são a expressão mais profunda da cultura. O Sumo Pontífice destacou que as liturgias daquela Igreja são celebrações entusiasmadas e animadas, que ocupam um lugar proeminente na vida do povo: “Elas são, no coração da sociedade, um testemunho eloquente da fé das vossas comunidades. Por este motivo é importante que os fiéis participem na liturgia de maneira plena, activa e frutuosa”.
O Papa alertou os bispos para o perigo das misturas incompatíveis que podem surgir entre as tradições das religiões africanas e a fé cristã. A prevenção e o remédio para este risco consistem numa melhor formação nos Seminários e dos ministros já ordenados.
Para o Santo Padre, uma das prioridades pastorais deverá ser a de preparar os jovens para o matrimónio definitivo.
A terminar a intervenção, Bento XVI expressou a sua satisfação pela “atmosfera de compreensão mútua que caracteriza as relações entre Muçulmanos e Cristãos” no Benim. “De modo a evitar o desenvolvimento de qualquer género de intolerância e a prevenir todas as formas de violência, é necessário continuar o diálogo sincero, fundado numa cada vez maior compreensão mútua em tudo o que promove o bem-estar humano. Esse diálogo também exige a formação competente de pessoas que ajudem o povo a conhecer e a compreender os valores religiosos que partilhamos e a respeitar fielmente as diferenças.”
A expressão “Ad limina” é a abreviação de “Ad limina Apostolorum”, frase latina que significa “Ao umbral (morada) dos Apóstolos”. Os bispos titulares de todas as dioceses do mundo devem fazer uma “visita ad limina” a cada cinco anos para venerar os sepulcros dos Bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, apresentarem-se ao Romano Pontífice (cf. Código de Direito Canónico, 400) e com ele abordarem a situação das suas dioceses.
CNA
© SNPC - Publicado em 21.09.2007
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