
Ler Slavoj Žižek
Importa fixar o seu nome, Slavoj Žižek, pois é um dos mais interessantes pensadores da actualidade. Nascido em 1949, na Eslovénia, tem formação ampla, da filosofia à psicanálise e à sociologia. É professor convidado de várias universidades europeias e americanas. Um eixo permanente do seu pensamento é o cristianismo, com grande fascínio pela figura de S. Paulo. Ele escreveu aliás: «Se me pedissem que escrevesse num única linha onde me situo, elegeria provavelmente a designação de materialista Paulino».
Ele escreveu um livro em torno à pergunta: Por que é que vale a pena lutar pelo legado cristão? (“The fragile absolute or, Why is the Christian legacy worth fighting for?”, 2001).
Seus, traduzidos em Portugal, estão:
Bem-vindo ao deserto do real, Ed. Relógio D’Água
Elogio da Intolerância, Ed. Relógio D’Água
A Subjectividade por vir, Ed. Relógio D’Água
Deste último é o seguinte extracto: «Talvez a proibição que recai sobre a adesão apaixonada a uma crença explique por que motivo a “cultura” tende a tornar-se hoje uma categoria central no mundo e nas nossas vidas. A religião é permitida – não como forma substancial de vida, mas como modo de “cultura” particular, ou seja, como fenómeno de um estilo de vida: aquilo que a legitima não é a sua pretensão imanente à verdade, mas o modo pelo qual nos permite manifestar os nossos sentimentos e as nossas posições mais íntimas. Já não «cremos verdadeiramente»; em compensação ainda participamos, pouco ou muito, nos rituais e nos costumes religiosos no quadro de respeito devido ao “estilo de vida” da comunidade a que pertencemos».
JTM
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