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Música: “Magnificat”

Por vezes escuto uma obra que me encanta de tal maneira, que não consigo evitar sugeri-la aqui. Tenho tanta vontade de a partilhar, que até me custa esperar o dia de a sugerir. É o caso da de hoje. Enquanto esperava pela oportunidade de escrever este texto, ouvi-a muitas vezes e fiquei a gostar dela cada vez mais. Espero que cause em si o mesmo efeito. A sua conceção é quase perfeita, e o mesmo se diga da sua interpretação.

Saiu da mão de Hieronymus Praetorius (1560-1629), mestre alemão nascido em Hamburgo. Pertencia à conhecida família de músicos dos Praetorius, mas não tem relação com Michael. Também era organista, copista e editor musical, e o seu pai, Jacob Praetorius, também era compositor.

Estudou em Hamburgo e ocupou o cargo de organista. Compôs várias missas, motetes e outras obras vocais, bem como composições para órgão. Compilou a primeira coleção de obras para órgão que servia para acompanhar a assembleia, com corais harmonizados pelo próprio. Juntamente com o seu homónimo Michael, podemos dizer que foi quem fundamentou a música para órgão do século XVII na Alemanha.

A obra de hoje é o “Magnificat quinti toni”. Foi publicda em 1622, na sua coleção “Cantiones sacrae”. Foi tipicamente pensada para o Natal, já que nela estão integradas as melodias “In dulci jubilo” e “Joseph, lieber Joseph mein”. A peça é composta por oito gloriosas vozes divididas em dois coros de quatro, num brilhante estilo policoral veneziano.

Há muitos momentos antifonais (texturas em que vozes respondem a outras) e harmonias que recordam as audácias de Carlo Gesualdo, por nos levarem a lugares inesperados. Para mim, é uma delícia. A interpretação é do conjunto Siglo de Oro, dirigido por Patrick Allies.









 

Jose Gallardo Alberni
In Periodista Digital
Trad.: Rui Jorge Martins
Imagem: “Madonna del Magnificat” (det.) | Sandro Botticelli | 1483 | Galeria Uffizi, Florença, Itália
Publicado em 06.10.2018

 

 
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