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Secretário de Estado da Santa Sé anunciado na Conferência de Bilderberg

O secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, é um dos nomes incluídos na lista de presenças confirmadas na Conferência de Bildeberg, que decorre entre hoje e domingo na cidade italiana de Turim.

A confirmar-se a participação, é a primeira vez que um membro destacado da estrutura do Vaticano participa na iniciativa que juntará 131 personalidades - dados de 5 de junho - sobretudo da elite europeia e norte-americana da política, indústria, finança, academia e imprensa.

De acordo com a Catholic News Agency, a participação do prelado italiano não foi oficialmente anunciada pelo Vaticano, embora fontes da Secretaria de Estado tenham confirmado que deverá estar presente.

Iniciada em 1954 no hotel de Bilderberg, em Oosterbeek, Holanda, e denominada segundo o nome da unidade hoteleira, a Conferência reúne anualmente cerca de 120 a 150 participantes.

O primeiro encontro decorreu após convite do príncipe alemão Bernhard de Lippe-Biesterfeld, consorte da rainha Juliana da Holanda. Os co-fundadores do encontro foram o político polaco Jozef Retinger, o ex-primeiro ministro belga Paul van Zeeland e Paul Rijkens, presidente da empresa Unilever.

O propósito original da iniciativa era o de fortalecer as relações entre a Europa e os EUA, mas com o passar dos anos o âmbito dos temas ampliou-se. As discussões são privadas e não é redigido qualquer relatório, mas os participantes podem usar as informações que receberam, sem identificar as fontes.

Entre os 12 temas em agenda para a edição de 2018 estão o populismo na Europa, o desafio da desigualdade, o futuro do trabalho, a inteligência artificial, o comércio livre, a liderança mundial dos EUA, a Rússia, as relações entre Arábia Saudita e Irão e o mundo da "pós-verdade".

A iniciativa, em que participam os portugueses Paula Amorim (Grupo Amorim), José Manuel Durão Barroso (Goldman Sachs, anterior presidente da Comissão Europeia) e Isabel Mota (Fundação Calouste Gulbenkian) é criticada por ser uma espécie de "governo sombra global".

A presença do secretário de Estado na Conferência pode ser interpretada como uma concretização da «cultura do encontro» que o papa tem procurado estender, a começar na própria Igreja.

Em janeiro de 2017 o cardeal Pietro Parolin participou do Fórum Económico Mundial em Davos, onde proferiu um discurso em que elencou os objetivos da diplomacia pontifícia.

A Secretaria de Estado é o departamento da Cúria Romana que mais de perto coadjuva o papa no exercício da sua missão.

«Primeiro colaborador do papa no governo da Igreja universal, o cardeal secretário de Estado pode ser considerado o máximo expoente da atividade diplomática e política da Santa Sé, representando, em circunstâncias particulares, a própria pessoa do sumo pontífice», refere a página da Santa Sé.


 

SNPC
Fonte: Andrea Gagliarducci/Catholic News Agency
Imagem: Card. Pietro Parolin | D.R.
Publicado em 07.06.2018

 

 

 
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