
A Ilha: penitência e redenção
O filme "A Ilha" (2006) foi distinguido com o prémio de melhor filme de espiritualidade na edição de 2008 do Festival Internacional de Cinema do Irão, que decorreu entre 1 e 11 de Fevereiro.
A história, distinguida por um júri interconfessional, retrata a busca da fé que conduz ao auto-sacrifício, à redenção e à reconciliação.
Algures no Norte da Rússia, num pequeno mosteiro ortodoxo, vive um homem fora do comum. Aqueles que visitam a ilha acreditam que ele tem poderes que lhe permitem curar, exorcizar e prever o futuro. No entanto ele considera-se indigno, em virtude de na II Guerra Mundial ter entregue um companheiro em troca da sua vida, acabando por o matar. Esta culpa levou-o a passar o resto dos seus dias na penitência, expiando a sua conduta do passado, de modo a poder descansar em paz na hora da chegada à casa do Pai.
Passados trinta anos, o religioso ocupa o seu tempo a fazer a única coisa que sabe: rezar e levar carvão para a fogueira da sua humilde morada.

A fotografia do filme assinala como a cinematografia russa se distingue das que são produzidas na Europa.
O realizador, Pavel Lounguine, considera que o reino do individualismo e o facto de as liberdades pessoais terem sido levadas ao extremo tiveram como consequência o regresso a dilemas que se julgariam ultrapassados. "A questão pincipal reside em saber quando, porquê e com que fundamento fazemos alguma coisa que não nos beneficia em resposta a uma motivação interior, em vez de fazer algo baseado nos nossos interesses pessoais.

O filme, que foi elogiado pelo Patriarca Alexis II (cf. artigo publicado no nosso «site»), venceu diversos prémios na Rússia, tendo sido distinguido com o prémio da Associação Munidal Católica para a Comunicação (SIGNIS) no Festival de Hong-Kong do ano passado.
Veja o «trailer»
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© SNPC - 15.02.2008
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