Vemos, ouvimos e lemos
Ponta Delgada, Açores

Cantata abre as Festas do Espírito Santo

O maestro Francisco Botelho, do Coro da Matriz de São Sebastião, compôs musicalmente uma Cantata a partir de um texto reflexivo do Padre António Rego sobre a vivência açoriana do Espírito Santo. A obra poderá ser escutada e apreciada no próximo dia 10 de Julho, às 21h30, na Igreja Matriz, na abertura das festas em honra ao Divino Espírito Santo que terão lugar em Ponta Delgada.

Em entrevista ao Diário dos Açores, o maestro diz que no Verão do ano passado pensou muito sobre o texto da conferência do Padre António Rego, pois o orador fez um uma reflexão profunda sobre "o Hino que se canta nos nossos corações". Mas mais do que isso, "a reflexão era um autêntico poema". Com o texto na mão, que "o padre cedeu com muito gosto", o maestro começou a imaginar a possibilidade de musicar o poema, e no fim do Verão "já tinha ideias claras do que pretendia fazer". Depois propôs à Câmara Municipal de Ponta Delgada fazer a Cantata inédita para as grandiosas festas do Espírito Santo, proposta que foi aceite e desenvolvida ao longo do ano, para que o público a possa apreciar. A peça, considerada pelo autor como "uma obra contemporânea, simples", será facilmente assimilada pelo público que a poderá apreciar, pois "não foi uma Cantata feita com pretensão, mas sim um exaltar da vivência açoriana".

No centro das atenções vão estar cerca de 150 pessoas, de vários coros de Ponta Delgada. Conta ainda com a execução musical pela Orquestra da Câmara Municipal de Ponta Delgada, que tem a colaboração de alguns elementos da Banda Militar. A chefia da Orquestra está entregue a Gregory Spektor, Professor do Conservatório Regional de Ponta Delgada. Os solistas são a soprano Ana Luísa e o tenor José Graça.

O som da Cantata será gravado pela RDP-Açores e segundo Francisco Botelho "se tudo correr bem far-se-á um CD".

A pensar no futuro, o maestro tem em perspectiva a elaboração musical de uma Oratória a São Sebastião, mas para isso precisa que uma entidade financie o projecto, pois "a orquestra é cara. Os músicos são profissionais e para trabalharem só neste projecto têm de deixar, durante algum tempo, a sua vida". Para além disso, "a Oratória é uma peça que exige um maior número de solistas que não temos na Região e para a poder concretizar temos de cá trazer pelo menos um", refere o maestro.

in Diário dos Açores

07.06.2008

 

 

Topo | Voltar | Enviar | Imprimir

 

 

barra rodapé

Foto
Igreja Matriz de Ponta Delgada
Edição mais recente do ObservatórioOutras edições do Observatório
Edição recente do Prémio de Cultura Padre Manuel AntunesOutras edições do Prémio de Cultura Padre Manuel Antunes
Quem somos
Página de entrada