
A cultura nas escolas católicas e nos Seminários
Durante o encontro que manteve com os participantes na Assembleia Plenária da Congregação para a Educação Católica, que ocorreu em Roma a 21 de Janeiro, Bento XVI referiu que as escolas católicas devem reflectir sobre como podem, efectiva e incisivamente, espalhar o Evangelho.
“O acolher da pluralidade cultural dos alunos e dos pais confronta-se necessariamente com duas exigências”: por um lado, não excluir ninguém em nome da sua pertença cultural ou religiosa, ou melhor, mais subtilmente, não ignorar e portanto não anular a sua identidade; por outro lado, uma vez reconhecida e acolhida esta diversidade cultural e religiosa, não deter-se na pura constatação. Isso equivaleria a negar que as culturas se respeitam verdadeiramente quando se encontram, e que os homens se possam falar, compreendendo-se para além das distâncias espaciais e temporais.
Daqui nascem dois desafios que a globalização e o crescente pluralismo tornaram ainda mais prementes: a interculturalidade e a inter-religiosidade.
Mais adiante na sua alocução, o Sumo Pontífice defendeu que os futuros padres devem ser ajudados a entrar em diálogo com a sociedade contemporânea, pelo que a sua formação deve ser substancialmente reforçada no que diz respeito às dimensões humanas e culturais. Para esse efeito deverá recorrer-se ao auxílio das ciências modernas, devido à presença de alguns factores desestabilizadores – como as famílias separadas, a crise educacional, a violência generalizada, etc. – que tornam as novas gerações mais frágeis.
CNA | Rádio Vaticano
© SNPC (tradução) - Publicado em 22.01.2008
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