
Até onde posso ver?
O que a vista alcança será limite ou passagem que desvanece a opacidade e revela outras paisagens e significados? Quando olhamos o mar, o céu, as nuvens – ou um rosto, um ícone – vemos unicamente a dimensão física e cognitiva, conheço não conheço, gosto não gosto, ou perscrutamos outros sentidos e chamamentos?
«O pôr do sol em espinho não é o pôr do sol
nem mesmo o pôr do sol é bem o pôr do sol (...)
Não mais restos de vozes solidão dos vidros
não mais os homens coisas que pensam coisas sozinhas
não mais o pôr do sol apenas pôr do sol»
(Ruy Belo, Literatura explicativa)
As far as I can see, de Daniel Malhão (1971), quatro dípticos que concorrem ao prémio BES Photo 2008. A exposição, que também inclui trabalhos de Eurico Lino do Vale (1966) e Miguel Soares Braga (1970), decorre no Centro Cultural de Belém até 4 de Maio.


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© SNPC - 26.03.2008
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