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Diocese de Viseu

O que é que nós estamos a fazer pelo interior do país?

"O que é que nós estamos a fazer pelo interior do país?, questiona o bispo de Viseu, impressionado com a desertificação, o envelhecimento da população e a ausência de crianças com que se deparou nos concelhos de S. Pedro do Sul e Castro Daire. Concluídas as visitas pastorais à zona, D. Ilídio Leandro diz ter ficado com a certeza de que a tão apregoada "discriminação positiva", afinal, não passa de intenções.

Em Covas do Rio, S. Martinho das Moitas e Gafanhão (freguesias serranas de S. Pedro do Sul), o bispo não encontrou mais de seis crianças, zero escolas do primeiro ciclo e nem um único jardim-de-infância. Mas foi na freguesia de Sul próxima da sede do concelho que diz ter sido apanhado de surpresa, quando chegou a Loureiros. A aldeia é composta por mais de 30 casas, bem conservadas, mas não tem um único habitante. Por outro lado, em Gestosa encontrou pessoas com mais de sessenta anos de idade e um monte de problemas. As estradas estão intransitáveis graças aos buracos, que foram feitos aquando da instalação de diversas torres eólicas. Da população, o bispo ouviu outras queixas relacionadas com o plano director municipal e que impossibilita que os habitantes construam casas junto a terrenos que cultivam.

O bispo de Viseu apela, por isso, ao investimento nas zonas mais desfavorecidas do interior, até porque o desenvolvimento não se faz com espaços verdes nem com paisagens bonitas", conclui.

in Público, 09.05.2008

12.05.2008

 

 

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D. Ilídio Leandro
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