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Provocação

Numa época em que abundam os ataques literários ao cristianismo, mal escritos, pouco imaginativos e sem fundamento, o livro de Moorcock é como uma aragem fresca.

Não é um ataque ao cristianismo? Pode-se dizer que sim. Então qual a diferença? A diferença (e não é pouca) é que este livro é original, bem escrito, imaginativo e não pretende vender factos por teorias, assumindo-se claramente como obra ficcional.

Karl Glogauer, um homem que desconfia tanto da religião organizada como do racionalismo dogmático, regressa ao primeiro século para conhecer Jesus.

O homem que encontra é uma decepção. Para não morrer o mito, é necessário Glogauer tomar o seu lugar.

Deve-se ler atentamente a Nota do Autor no final que ilumina muito bem as intenções de Moorcock.

 

Prós: Uma lição de como se pode levantar questões de forma inteligente e não sensacionalista.

Contras: Algumas generalizações banais e pouco fundadas na Nota do Autor, mas pouco significativas.

Classificação: 8/10

 

Este artigo foi publicado na edição de Maio de 2007 da revista Os Meus Livros

Filipe d'Avillez

Publicado em 07.02.2008

 

 

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Capa do livro

Eis o Homem

Autor
Michael Moorcock

Editora
Saída de Emergência

Páginas
96

Data
2007

Preço
€ 11,91

ISBN
978-972-883-987-1

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