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Religião e política

A fé humaniza a globalização mas não se dá bem com o discurso político

Tony Blair, ex-Primeiro Ministro britânico, falou da importância da religião no contexto da globalização na Catedral de Westminster, a mais importante igreja Católica de Londres. Para Blair “a fé pode humanizar e transformar as forças impessoais da globalização” mas avisou que para tal é necessário “salvá-la não só do extremismo, mas também da irrelevância”.

Blair sublinhou uma importante diferença entre o seu país e os Estados Unidos. Enquanto na América os políticos podem falar da sua fé, quando os britânicos o fazem “sinceramente, consideram-nos malucos.”

Durante a conferência e no exterior da catedral, ocorreu uma manifestação contra a guerra no Iraque.

O antigo ocupante de Downing Street poucas vezes falou sobre religião durante os seus mandatos, apesar de ser um cristão praticante que acompanhava com frequência a sua mulher católica e os seus filhos à missa. Depois de deixar o poder, Blair abraçou o catolicismo e tem abordado a religião de forma aberta.

No final deste ano irá para os Estados Unidos ocupar o posto de professor convidado da prestigiosa Universidade de Yale, onde dará uma cadeira sobre Política e Religião.

Filipe d'Avillez / RR

07.04.2008

 

 

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