
É preciso preservar o sentido das festas de origem cristã
O Bispo de Sigüenza-Guadalajara (Espanha), D. José Sánchez González, recordou que a maioria das festas populares que se celebram no âmbito cultural e histórico da sua diocese têm origem cristã, e por isso não devem perder a sua origem e a memória do que sempre foram – festas religiosas.
“Boa parte das festas que se celebram na nossa diocese mantêm-se como festas religiosas", ainda que seja natural que nelas se incorporem a celebração familiar ou elementos lúdicos, artísticos, culturais, de entretenimento e do folclore, referiu o prelado numa Carta Pastoral, recentemente publicada, que tem por título “A Festa”.
Por isso “é frequente ouvir dizer ‘as Festas de Agosto’, ‘as Festas do Verão’, ‘as Festas do Povo’, ‘as festas de interesse turístico internacional, nacional, regional, local’”, esquecendo que há nelas lugar e tempo para tudo, embora em alguns casos o religioso seja apenas mais um elemento.
“Tudo é compatível dentro de uma ordem”, assegurou D. Sánchez, que advertiu para o risco que correm as festas religiosas, em determinados ambientes, de perder a sua origem, se os elementos culturais, folclóricos, turísticos, económicos ou de diversão se sobrepõem ao sentido religioso, fazendo com que este praticamente desapareça.
Apesar desta chamada de atenção, o prelado considerou que a festa é algo essencial no cristianismo porque se celebram “os acontecimentos mais importantes da vida dos crentes e das comunidades”.
in ACI
© SNPC (trad.) | 14.08.2008
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